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Líder e operador financeiro de quadrilha de desmanche de motos são presos em Sabará

Operação Arremate, da Polícia Civil, desarticula grupo acusado de furtar e desmontar motocicletas na Grande BH; duas empresas ligadas ao esquema foram interditadas.

23/10/2025 às 10h30
Por: Cristiane Cirilo
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Foto: Divulgação/PCMG
Foto: Divulgação/PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, nesta quarta-feira (22), dois homens suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada no furto e desmanche de motocicletas na Região Metropolitana de Belo Horizonte. As prisões ocorreram em Sabará, durante a Operação Arremate, que apura as atividades do grupo desde 2023.

De acordo com a corporação, o principal detido, de 42 anos, é apontado como líder do esquema e um dos maiores responsáveis por furtos e desmanches de motos na região. O segundo suspeito, de 27, atuaria como operador financeiro, sendo o responsável por movimentar o dinheiro proveniente das atividades ilegais.

As investigações, conduzidas pela 3ª Delegacia de Polícia Civil em Sabará, revelaram que a quadrilha desmontava motocicletas furtadas e revendia as peças no mercado paralelo. As partes sem numeração, como carenagens e painéis, eram facilmente comercializadas. Já os componentes rastreáveis, como chassi e motor, eram descartados em áreas de mata para dificultar a recuperação e a identificação dos veículos.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, resultando na coleta de documentos relacionados ao esquema e na apreensão de motocicletas com chassi raspado. A Polícia Civil também interditou duas empresas do setor de autopeças ligadas ao grupo — uma localizada em Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e outra em Teixeira de Freitas, na Bahia.

Além de investigar o furto e desmanche de motocicletas, a operação também apura crimes de lavagem de dinheiro. Segundo o delegado Thiago Chevalier, titular da 3ª Delegacia em Sabará, o líder da organização utilizava empresas de fachada para ocultar bens e movimentar os valores obtidos de forma ilegal.

“Era esse líder da organização criminosa que vinculava os indivíduos, pagava os furtadores e os desmanchadores por meio das contas dessas empresas fantasmas”, explicou o delegado.

Como parte das medidas para enfraquecer financeiramente o grupo, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 1 milhão em contas bancárias ligadas ao investigado. Um veículo de luxo, avaliado em cerca de R$ 250 mil, também foi apreendido.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam, com o objetivo de identificar outros envolvidos no esquema e rastrear a origem e o destino dos recursos obtidos com os crimes.

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