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Ministério da Saúde investiga possível morte por intoxicação por metanol em Minas Gerais

Caso foi registrado em Açucena, no Vale do Rio Doce; governo federal reforça estoques do antídoto fomepizol em todo o país

14/10/2025 às 09h30
Por: Cristiane Cirilo
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Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

O Ministério da Saúde confirmou que investiga uma possível morte causada por intoxicação por metanol em Minas Gerais. O caso foi registrado no município de Açucena, na região do Rio Doce. Até o momento, a pasta não divulgou detalhes sobre a vítima ou as circunstâncias da ocorrência.

De acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (13), três casos suspeitos no estado já foram descartados, incluindo um óbito que havia sido registrado em Ipatinga. Outras notificações descartadas ocorreram em Belo Horizonte e Poços de Caldas.

Em todo o país, o Ministério da Saúde contabiliza 213 notificações relacionadas à suspeita de intoxicação por metanol. Destas, 32 foram confirmadas e 181 seguem em investigação. Outras 320 suspeitas já foram descartadas. A maioria dos casos confirmados ocorreu em São Paulo (28), seguida por Paraná (3) e Rio Grande do Sul (1).

Entre as mortes, cinco foram confirmadas em São Paulo, enquanto outras nove ainda estão sob investigação: três no próprio estado paulista, três em Pernambuco, uma no Mato Grosso do Sul, uma em Minas Gerais e uma no Ceará.

Como medida preventiva, o Ministério da Saúde recebeu um novo lote com 2.500 unidades do antídoto fomepizol, utilizado no tratamento de intoxicações por metanol — geralmente associadas ao consumo de bebidas adulteradas. O medicamento foi distribuído a todos os estados e ao Distrito Federal, com 152 unidades destinadas a Minas Gerais. Outras 1.000 ampolas permanecerão no estoque estratégico do governo federal.

A entrega do lote ocorreu na última quinta-feira (9), e a distribuição foi feita conforme a população de cada estado, com base no último censo do IBGE. O fomepizol é considerado um tratamento de alta eficácia e segurança, pois impede que o metanol seja convertido em ácido fórmico no organismo, evitando complicações graves como a acidose metabólica.

O Ministério informou ainda que novas remessas poderão ser solicitadas pelos estados de acordo com a demanda e o surgimento de novos casos suspeitos.

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