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Movimento Tarifa Zero lamenta rejeição de projeto que previa ônibus gratuito em BH

Movimento e especialistas defendem que proposta poderia transformar mobilidade urbana da capital

04/10/2025 às 11h00
Por: Cristiane Cirilo
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Foto: Maurício Vieira
Foto: Maurício Vieira

Após a rejeição do Projeto de Lei que previa a gratuidade do transporte coletivo por ônibus em Belo Horizonte, integrantes do movimento Tarifa Zero classificaram a decisão da Câmara Municipal como a perda de uma “oportunidade histórica” para a cidade. O texto foi barrado na última sexta-feira (3), quando 30 vereadores votaram contra a proposta e apenas dez se manifestaram a favor. Para avançar em segundo turno, seriam necessários 28 votos favoráveis.

O professor da UFMG e integrante do movimento, Roberto Andrés, afirmou que a capital mineira poderia se tornar pioneira entre as grandes cidades brasileiras na adoção da tarifa zero. Ele ressaltou que o projeto foi embasado em estudos técnicos e discutido em comissões, mas teria enfrentado forte resistência de empresas do setor e articulações políticas no Executivo municipal. “Mesmo com a validação de especialistas e a análise criteriosa nas comissões, houve pressão das concessionárias e influência direta do prefeito Álvaro Damião na votação”, disse.

Segundo Andrés, experiências em cidades que já adotaram a gratuidade demonstram resultados positivos, como a redução do tráfego, o fortalecimento do comércio local e a ampliação da circulação de pessoas. Ele destacou ainda que medidas desse tipo contribuem para democratizar o acesso ao transporte e melhorar a qualidade de vida da população.

A vereadora Iza Lourença (Psol), autora do projeto, também criticou a postura do Executivo municipal e lamentou o resultado da votação. Para ela, a proposta representava um avanço nas políticas públicas de mobilidade urbana.

 

Informações: Hoje em Dia

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