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Justiça concede liberdade provisória a mulher que feriu enfermeira com agulha em BH

Decisão judicial impõe medidas restritivas à investigada, enquanto caso segue sob apuração

01/10/2025 às 09h00
Por: Cristiane Cirilo
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Foto: Luiz Santana
Foto: Luiz Santana

A Justiça de Minas Gerais concedeu liberdade provisória a uma mulher de 25 anos suspeita de ferir a mão de uma enfermeira de 52 anos com uma seringa usada no próprio filho, um bebê de três meses soropositivo para HIV. O episódio ocorreu na madrugada de segunda-feira (29), no Hospital Infantil João Paulo II, em Belo Horizonte. A decisão judicial foi proferida nesta terça-feira (1º).

De acordo com a determinação da juíza Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto, a investigada deve manter distância mínima de 500 metros da vítima e está proibida de qualquer contato, inclusive por meios eletrônicos. Além disso, deverá comparecer periodicamente à Justiça para justificar suas atividades, manter endereço atualizado e comparecer a todos os atos do inquérito e da ação penal. Também não poderá deixar a comarca de Belo Horizonte por período superior a 30 dias sem autorização judicial.

O caso teve início durante um procedimento de coleta de sangue realizado pela enfermeira no bebê da mulher. Segundo relato da profissional, a mãe retirou a agulha do braço da criança e a atingiu na mão. Testes confirmaram que tanto a criança quanto a mãe são portadoras do vírus HIV. A mulher, entretanto, negou a agressão e afirmou que apenas retirou a seringa, arremessando-a ao chão. Ela ainda alegou ter reagido de forma impulsiva porque acreditava que a enfermeira estaria causando dor ao bebê.

A criança recebeu atendimento médico e foi medicada conforme protocolos de segurança. Já a mãe foi inicialmente presa em flagrante, enquadrada no artigo 131 do Código Penal, que tipifica o crime de perigo de contágio de moléstia grave.

Em nota, a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) informou que a enfermeira ferida foi atendida segundo os protocolos de exposição a material biológico. O caso segue em investigação pelas autoridades competentes.

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