O tradicional desfile de 7 de Setembro, marcado para este sábado em Brasília, terá como tema central “Brasil Soberano”. O mote foi escolhido pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e integra a nova campanha institucional da gestão, que também lança o slogan “Do lado do povo brasileiro” durante a Semana da Pátria.
O evento ocorrerá em um momento de forte mobilização política no país, já que coincide com o início do julgamento, no Supremo Tribunal Federal (STF), do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete acusados por tentativa de golpe de Estado em 2022. A previsão é de que as sessões no STF se estendam até 12 de setembro.
Entre os pontos destacados pelo governo neste ano está a defesa do Pix, sistema de pagamentos criado pelo Banco Central que vem sendo alvo de investigação nos Estados Unidos. Segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), a campanha oficial enfatizará que o recurso pertence aos brasileiros e deve ser tratado como símbolo de soberania.
Além do desfile cívico-militar, a data também será marcada por manifestações de diferentes espectros políticos. Centrais sindicais e partidos de esquerda convocaram atos em defesa da soberania nacional e de mudanças no sistema tributário, com pautas como a reforma do Imposto de Renda e críticas à jornada de trabalho 6x1.
Por outro lado, apoiadores de Bolsonaro organizaram mobilizações em diversas cidades, com concentração principal na Avenida Paulista, em São Paulo. O ato é liderado pelo pastor Silas Malafaia, que é investigado pelo STF por suspeita de coação. Entre as presenças confirmadas estão a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Romeu Zema (Novo-MG), além de parlamentares e filhos do ex-presidente.
A última manifestação bolsonarista na Paulista, realizada em agosto, foi marcada por críticas de Malafaia a governadores que não compareceram ao ato. Desta vez, organizadores esperam uma participação mais ampla de aliados.
Com desfiles, campanhas oficiais e protestos, a celebração da Independência promete mobilizar Brasília e outras capitais, em um cenário de alta tensão política e judicial.
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