O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, acusado e confesso do assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44, voltou a destituir seu advogado nesta quinta-feira (28). Essa é a segunda vez, em menos de uma semana, que ele remove o criminalista mineiro Dracon Cavalcanti da defesa.
A instabilidade em torno da representação jurídica tem chamado a atenção da Justiça. Na quarta-feira (27), a juíza responsável pelo processo já havia apontado a existência de um possível “tumulto processual” e intimado o réu a definir quem o defenderia. No início da semana, Renê chegou a anunciar a substituição da defesa por um advogado do Rio de Janeiro, mas, posteriormente, decidiu manter ambos os profissionais no caso.
Com a nova decisão, o acusado optou por permanecer apenas com o advogado fluminense Bruno Silva Rodrigues. Em documento encaminhado ao Tribunal do Júri da 1ª Vara Sumariante de Belo Horizonte, Renê assinou a intimação e registrou, ao lado, que Bruno Rodrigues é o seu representante legal.
Questionado pela imprensa, o advogado do Rio afirmou que a escolha reflete unicamente a vontade do cliente. Já o mineiro Dracon Cavalcanti declarou não ver problemas na destituição. Ele desejou boa sorte ao colega que segue no processo e afirmou que espera que a condução do caso ocorra dentro da legalidade.
O julgamento de Renê Nogueira Júnior, que confessou o homicídio, segue em tramitação no Tribunal do Júri.
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