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Guarda civil de BH é investigado por pedofilia em operação do Ministério Público

Mandados são cumpridos em três cidades da Grande BH; operação integra campanha de combate à exploração sexual infantojuvenil

15/05/2025 às 09h30
Por: Por Redação
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Na manhã desta quinta-feira, 15 de maio, o Ministério Público de Minas Gerais deflagrou uma operação para combater crimes de exploração sexual de crianças e adolescentes na internet. Um dos alvos é um guarda civil municipal de Belo Horizonte. A ofensiva, batizada de Operação Flor de Maio, está sendo conduzida pelo Grupo de Atuação Especial aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber) e cumpre quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Belo Horizonte, Contagem e Ribeirão das Neves, todas na Região Metropolitana da capital mineira.

A investigação, segundo o Ministério Público, identificou indícios de armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infantojuvenil por parte dos suspeitos. Dispositivos eletrônicos e outros elementos de prova foram apreendidos durante a ação. A operação conta com apoio da Polícia Civil, da Polícia Militar e da Corregedoria da Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte, que participa diretamente por se tratar de um servidor da corporação entre os investigados.

O nome da operação remete ao mês de maio, período em que floresce a planta conhecida como flor-de-maio e que simboliza renovação e proteção. A escolha também está alinhada com a campanha Maio Laranja, voltada à conscientização e ao enfrentamento do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil. A campanha foi criada em memória de Araceli Cabrera Sánchez Crespo, uma menina de oito anos que desapareceu em 18 de maio de 1973 e foi encontrada morta dias depois, com sinais de violência sexual e o corpo carbonizado.

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