Os preços dos medicamentos comercializados no Brasil poderão subir até 5,06% a partir desta terça-feira (1/4), conforme determinação da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão vinculado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O reajuste anual, calculado com base na inflação acumulada nos últimos 12 meses, entrará em vigor após a publicação oficial dos novos valores no Diário Oficial da União (DOU).
A definição do índice de reajuste leva em consideração a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), além de fatores como produtividade da indústria farmacêutica, custos de produção não captados pela inflação e o nível de concorrência no setor.
O aumento afeta a maioria dos medicamentos vendidos no país, embora a intensidade da alta possa variar conforme a competição de mercado e as políticas comerciais das farmácias. Em 2024, o reajuste autorizado foi de 4,5%, o menor patamar desde 2020.
Reajuste progressivo
Apesar da autorização imediata, a aplicação do novo preço pode ocorrer de forma gradual. Isso significa que farmácias e laboratórios não são obrigados a repassar o aumento imediatamente, podendo ajustá-lo de maneira progressiva até março de 2026, quando um novo reajuste será definido pela CMED.
O impacto do aumento nos preços dos medicamentos pode pesar no orçamento dos consumidores, especialmente aqueles que fazem uso contínuo de remédios. Por isso, especialistas recomendam a pesquisa de preços e a busca por descontos oferecidos por farmácias e programas de fidelidade.
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