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Justiça decreta prisão preventiva de suspeitos do tiroteio no Carnaval de Rio Pomba

O crime deixou uma mulher morta e 14 feridos; documento aponta atentado contra a coletividade

06/03/2025 às 10h00
Por: Redação
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Justiça de Minas Gerais converteu para preventiva a prisão de dois suspeitos envolvidos no tiroteio ocorrido durante o Carnaval do Rio Pomba, na Zona da Mata, na madrugada da última terça-feira (5). O crime resultou na morte de uma mulher de 25 anos e deixou outras 14 pessoas feridas.

Segundo a decisão da juíza Luciana Torres, o “modus operandi” do ataque configura um atentado contra a coletividade, uma vez que ocorreu em meio a um evento de grande aglomeração. A magistrada justificou a prisão preventiva com base na necessidade de garantir a ordem pública, destacando a gravidade da conduta dos suspeitos. “O uso de arma de fogo de alto poder destrutivo, com capacidade de disparo em rajada, reforça o elevado grau de periculosidade dos flagrantes, que demonstrou total desprezo pela vida humana e absoluta insensibilidade às consequências de seus atos”, escreveu na decisão.

O tiroteio aconteceu durante o cortejo do tradicional “Bloco do Pinico”, que reuniu cerca de 20 mil foliões na cidade. De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o confronto teve início após uma briga entre dois homens. Durante uma discussão, um deles sacou uma arma e tentou atingir o rival, mas acabou acertando fatalmente uma mulher que estava próxima. O outro envolvido, que era o alvo inicial dos disparos, reagiu utilizando uma pistola Glock 9, possivelmente modificada para disparo em rajada, e atirou indiscriminadamente contra a multidão, ferindo 14 pessoas.

A Polícia Militar iniciou uma operação para capturar os suspeitos. Um deles foi localizado em um veículo na entrada de Ubá, enquanto o outro foi encontrado em Rio Pomba. Conforme apurado, um dos detidos já possuía antecedentes criminais de tráfico de drogas e tentativa de homicídio e estava em liberdade provisória. O segundo também tem histórico de crimes.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou que investiga possíveis falhas na segurança do evento, em conjunto com as polícias Militar e Civil. A Polícia Civil exigiu perícia no local para coletar vestígios e dar sequência às investigações. O estado de saúde dos feridos ainda não foi atualizado pelas autoridades.

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