Um grave acidente aéreo deixou 179 mortos na noite deste sábado (28), horário de Brasília, quando um avião da companhia Jeju Air, que transportava 175 passageiros e seis tripulantes, saiu da pista durante o pouso, bateu contra um muro e explodiu no Aeroporto Internacional de Muan, no sudoeste da Coreia do Sul. Apenas duas pessoas sobreviveram à tragédia, ambos em estado crítico.
A aeronave, um Boeing 737-800, havia partido do Bancoc, na Tailândia, com destino a Muan. Entre os passageiros do voo 2216 eram 173 sul-coreanos e dois cidadãos tailandeses. O acidente ocorreu por volta das 9h07 no horário local (21h07 no horário de Brasília), durante uma tentativa de pouso.
De acordo com as primeiras investigações, o acidente pode ter sido causado por um "contato com pássaros", que teria provocado uma falha no trem de pouso da aeronave. Imagens compartilhadas pela imprensa local mostram o avião derrapando pela pista sem o trem de pouso acionado, antes de colidir com uma parede do terminal e explodir.
As equipes de emergência, incluindo bombeiros e polícia, trabalharam intensamente para conter as chamas e resgatar possíveis sobreviventes. Fotos divulgadas mostram a cauda do avião em chamas na lateral da pista, enquanto veículos de emergência e bombeiros tentavam controlar o incêndio. A explosão foi tão intensa que grande parte da fuselagem foi destruída, dificultando as operações de resgate.
O governo da Coreia do Sul cancelou todos os voos domésticos e internacionais com origem ou destino no aeroporto de Muan. O presidente em exercício, Choi Sung-mok, determinou prioridade absoluta para o resgate e apoio às famílias das vítimas. Choi assumiu a liderança interna do país após a crise política envolvendo o impeachment do ex-presidente Yoon Suk Yeol no início de dezembro.
Autoridades sul-coreanas iniciaram uma investigação minuciosa para apurar as causas do acidente, enquanto o país lamenta uma das maiores tragédias aéreas de sua história.
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