
A delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira retornou ao trabalho na Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) em 8 de outubro, após permanecer 420 dias afastada por licenças médicas. A informação foi confirmada pela corporação nesta quinta-feira (15). Esposa do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, réu pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, ela retomou as atividades com ajustamento funcional pelo período de 90 dias, conforme publicação no Diário Oficial do Estado.
A medida prevê a adequação temporária das atribuições às condições de saúde da servidora. Segundo informações divulgadas pela imprensa, Ana Paula foi transferida da Casa da Mulher Mineira, onde atuava no atendimento a mulheres vítimas de violência, para a Diretoria de Administração e Pagamento de Pessoal (SPGF), setor administrativo da Polícia Civil. A transferência havia sido definida anteriormente pela instituição.
O afastamento começou em 13 de agosto de 2025, dois dias após a morte de Laudemir, ocorrida em Belo Horizonte. A investigação aponta que a arma utilizada no homicídio estava registrada em nome da delegada e teria sido usada pelo marido. Ana Paula foi indiciada por prevaricação e porte ilegal de arma de fogo, segundo informações da Rádio Itatiaia, e também é alvo de um processo administrativo disciplinar instaurado pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil para apurar possíveis infrações funcionais.
O crime ocorreu em 11 de agosto de 2025, quando Laudemir trabalhava na coleta de resíduos no bairro Vista Alegre, na região Oeste da capital mineira. Renê foi preso e se tornou réu pela morte do trabalhador. Em janeiro de 2026, a Justiça de Minas Gerais determinou que ele fosse submetido a júri popular, mantendo a acusação de homicídio triplamente qualificado, além de outras imputações. Até a publicação das informações mais recentes consultadas, não havia data definida para o julgamento.
A defesa de Ana Paula afirmou à Rádio Itatiaia que a delegada foi considerada apta para retornar ao trabalho, com as adaptações funcionais relacionadas à sua condição de saúde. A Polícia Civil informou que o ajustamento funcional é um procedimento administrativo destinado a compatibilizar as atividades do servidor com sua capacidade laboral. As investigações sobre a conduta da delegada seguem em andamento, e as acusações devem ser tratadas conforme o devido processo legal.
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