
A inflação oficial do Brasil avançou 0,82% em setembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma aceleração em relação aos meses anteriores e foi impulsionado principalmente pelo aumento nas contas de luz.
Com o novo índice, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 4,58% em 12 meses, ultrapassando o teto de 4,5% da meta de inflação. A meta central estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%.
Conta de luz lidera pressão sobre os preços
O principal impacto veio da energia elétrica residencial, que subiu 7,98% em setembro. A alta está relacionada ao fim do desconto do bônus de Itaipu nas contas de luz, além da manutenção da bandeira tarifária amarela.
Outros itens também contribuíram para a elevação do custo de vida. Entre os alimentos, o tomate teve aumento de 37,76%, enquanto a batata-inglesa ficou 24,07% mais cara. Os combustíveis registraram alta de 1,41% no período.
Inflação fica acima das expectativas
O resultado de setembro superou as projeções do mercado financeiro, que esperava uma variação de aproximadamente 0,76%. A alta mensal também foi a maior para setembro desde 2021, de acordo com informações divulgadas pela imprensa econômica.
O IPCA é o indicador oficial da inflação brasileira e acompanha a variação de preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias com rendimentos de um a 40 salários mínimos. O índice é utilizado pelo Banco Central para avaliar o cumprimento da meta de inflação e orientar as decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic.
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