
O mercado financeiro brasileiro registrou uma forte valorização na segunda-feira (5), com o Ibovespa superando pela primeira vez a marca de 200 mil pontos. O principal índice da Bolsa de Valores brasileira encerrou o pregão aos 206.911 pontos, com alta de 7,7%, enquanto o dólar comercial fechou cotado a R$ 5,001, após recuar 4,13%.
O movimento ocorreu no primeiro dia de negociações após o primeiro turno das eleições presidenciais. A reação dos investidores também foi acompanhada pela queda dos juros futuros e pela valorização de ativos brasileiros negociados no exterior.
Bancos e empresas lideram valorização
Entre os destaques do pregão estiveram ações de bancos, empresas do setor de varejo e da Petrobras. Os papéis preferenciais do Bradesco subiram 13,57%, enquanto as ações preferenciais da Petrobras avançaram 10,10% no decorrer das negociações, segundo o balanço divulgado pelo mercado.
No exterior, o fundo de ações brasileiras negociado em Nova York, conhecido como ETF EWZ, também registrou forte valorização, refletindo o aumento da procura de investidores por ativos do país.
Resultado eleitoral influencia expectativas
A alta da Bolsa e a queda do dólar foram associadas à reação dos agentes financeiros ao resultado da votação de domingo (4). O senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e os dois disputarão o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Parte dos investidores avalia que uma eventual mudança no comando do governo poderia resultar em uma política fiscal mais rígida e em maior controle das despesas públicas. Essas expectativas contribuíram para a redução da percepção de risco no mercado brasileiro.
No entanto, as perspectivas econômicas ainda dependem das propostas que serão apresentadas pelos candidatos e dos desdobramentos da disputa eleitoral. A reação observada no pregão reflete as expectativas dos investidores, e não uma mudança já efetivada na política econômica do país.
Mín. 18° Máx. 28°