
Os Estados Unidos confirmaram as duas primeiras mortes por sarampo em 2026. As vítimas eram moradoras do condado de Lancaster, na Pensilvânia, e não haviam sido vacinadas contra a doença, segundo o Departamento de Saúde do estado.
Os óbitos representam o primeiro registro de mortes por sarampo no país neste ano e também marcam um retrocesso para a Pensilvânia, que não registrava uma morte provocada pela doença havia 35 anos. As autoridades não divulgaram informações sobre idade, sexo ou outras características das vítimas.
O país enfrenta um aumento expressivo dos casos de sarampo. Dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) apontam 2.777 casos confirmados em 2026 até o momento, número superior aos 2.289 registrados durante todo o ano de 2025. No ano passado, três pessoas morreram em decorrência da doença.
Na Pensilvânia, foram confirmados 393 casos em 28 condados neste ano.
O sarampo é uma doença viral transmitida pelo ar. O vírus pode se espalhar quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou respira próxima de outras pessoas.
A doença é considerada uma das mais contagiosas que existem. O vírus pode permanecer ativo no ar e em superfícies por até duas horas depois que uma pessoa infectada deixa o ambiente.
Apesar da alta capacidade de transmissão, o sarampo pode ser prevenido por meio da vacinação. A principal proteção é a vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola.
Duas doses da vacina têm eficácia de aproximadamente 97% na prevenção do sarampo.
O avanço da doença nos Estados Unidos ocorre paralelamente à redução da cobertura vacinal infantil. A proporção de crianças protegidas contra o sarampo caiu de mais de 95% em 2020 para menos de 93% atualmente.
A marca de 95% é considerada necessária para manter uma proteção coletiva capaz de impedir a circulação sustentada do vírus.
A redução da cobertura vacinal vem sendo observada desde 2016 e se intensificou durante a pandemia de Covid-19.
Especialistas também apontam a influência da disseminação de informações falsas ou sem comprovação científica sobre vacinas.
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