19°C 30°C
Belo Horizonte, MG
Publicidade

EUA confirmam primeiras mortes por sarampo em 2026 em meio a avanço da doença

Duas vítimas não eram vacinadas e moravam no condado de Lancaster, na Pensilvânia, que não registrava mortes pela doença havia 35 anos

26/08/2026 às 11h15
Por: Cristiane Cirilo
Compartilhe:
Internet
Internet

Os Estados Unidos confirmaram as duas primeiras mortes por sarampo em 2026. As vítimas eram moradoras do condado de Lancaster, na Pensilvânia, e não haviam sido vacinadas contra a doença, segundo o Departamento de Saúde do estado.

Os óbitos representam o primeiro registro de mortes por sarampo no país neste ano e também marcam um retrocesso para a Pensilvânia, que não registrava uma morte provocada pela doença havia 35 anos. As autoridades não divulgaram informações sobre idade, sexo ou outras características das vítimas.

O país enfrenta um aumento expressivo dos casos de sarampo. Dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) apontam 2.777 casos confirmados em 2026 até o momento, número superior aos 2.289 registrados durante todo o ano de 2025. No ano passado, três pessoas morreram em decorrência da doença.

Na Pensilvânia, foram confirmados 393 casos em 28 condados neste ano.

Doença altamente contagiosa

O sarampo é uma doença viral transmitida pelo ar. O vírus pode se espalhar quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou respira próxima de outras pessoas.

A doença é considerada uma das mais contagiosas que existem. O vírus pode permanecer ativo no ar e em superfícies por até duas horas depois que uma pessoa infectada deixa o ambiente.

Apesar da alta capacidade de transmissão, o sarampo pode ser prevenido por meio da vacinação. A principal proteção é a vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola.

Duas doses da vacina têm eficácia de aproximadamente 97% na prevenção do sarampo.

Queda na vacinação

O avanço da doença nos Estados Unidos ocorre paralelamente à redução da cobertura vacinal infantil. A proporção de crianças protegidas contra o sarampo caiu de mais de 95% em 2020 para menos de 93% atualmente.

A marca de 95% é considerada necessária para manter uma proteção coletiva capaz de impedir a circulação sustentada do vírus.

A redução da cobertura vacinal vem sendo observada desde 2016 e se intensificou durante a pandemia de Covid-19.

Especialistas também apontam a influência da disseminação de informações falsas ou sem comprovação científica sobre vacinas.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.