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Vereadores e PBH tentam acordo para liberar táxis de Confins em faixas exclusivas de BH

A possível resolução pode vir faltando três dias para entrar em vigor a proibição de tráfego de táxis de cidades sem acordo de integração com Belo Horizonte nas pistas do Move

25/08/2026 às 12h34
Por: Daniel Mendes
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Reprodução: Cláudio Rabelo/CMBH
Reprodução: Cláudio Rabelo/CMBH

Foi anunciado após audiência pública realizada pela Comissão de Mobilidade Urbana, Indústria, Comércio e Serviços, na tarde desta segunda-feira (24), que a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH)deverá enviar, nos próximos dias, um documento propondo termos de integração com a cidade de Confins, cidade que abriga o maior aeroporto do estado e local onde taxistas da capital reivindicam o direito de poder buscar passageiros.

A possível resolução pode vir faltando três dias para entrar em vigor a proibição de tráfego de táxis de cidades sem acordo de integração com Belo Horizonte nas pistas do Move. Durante a reunião, que reuniu representantes da Superintendência de Mobilidade de BH (Sumob), Guarda Civil Municipal e sindicatos, representantes da categoria relataram prisões e multas aplicadas pelo outro Município quando eles atuam no aeroporto.

Um dos solicitantes da audiência, o vereador Diego Sanches (Solidariedade), destacou que o objetivo da proposta é a reciprocidade, concedendo em troca aos profissionais de Confins que possam continuar trafegando nas pistas do Move.

“Nós estamos sendo assolados em Confins. Fiscalizações multiplicadas, manhã, tarde, noite, sábado, domingo. Eu tive meu carro preso com quatro dias de emplacamento. Sou taxista só há dois anos; me tornei taxista para ser transporte regular. Nunca fugi tanto de polícia na vida. Eu não sou bandido, não sou ladrão, mas fui preso e tratado como tal. Meu passageiro, humilhado no aeroporto. Cliente esse que eu perdi”, contou o taxista Cristian Antonini, representante do Grupo Vega, que manifestou desejo de poder buscar passageiros no aeroporto.

“Belo Horizonte tem várias possibilidades de ganhar dinheiro. Os taxistas de Confins e Lagoa Santa só têm o aeroporto. A pista do Move não é um benefício nosso, é um benefício da população que faz o uso dela. Eu não estou contra o acordo. O acordo tem que ser justo”,  defendeu Marco Brito, que é taxista na cidade de Confins.

Para Frederico Augusto da Silva, que é superintendente de Mobilidade do Município de Belo Horizonte, o acordo deve ser fechado em pouco tempo. “O acordo está em vias de sair, acredito que vai ser encaminhado em breve. Já tinha visto a minuta e ela está recíproca”, disse.

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