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PBH adia entrega de obras na Cristiano Machado para 2027 e contrato terá acréscimo de R$ 31 milhões

Prefeitura atribui reajuste a condições encontradas durante a execução e a atrasos provocados por concessionárias; investimento total supera R$ 260 milhões

18/07/2026 às 14h11 Atualizada em 18/07/2026 às 14h27
Por: Cristiane Cirilo
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Drone Amir Martins
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A Prefeitura de Belo Horizonte ampliou em R$ 31 milhões o contrato das obras dos viadutos no cruzamento das avenidas Cristiano Machado e Sebastião de Brito e das intervenções de macrodrenagem do Ribeirão Pampulha. O aditivo, publicado neste sábado (18), eleva o valor total do empreendimento para cerca de R$ 260,8 milhões e também prorroga o cronograma de execução, com previsão de conclusão dos viadutos em 2027 e das obras de drenagem em 2028.

Segundo a administração municipal, o acréscimo de R$ 31.026.674,18 representa um aumento de 13,47% sobre o contrato original, estimado em R$ 229,7 milhões, percentual inferior ao limite de 25% permitido pela Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021).

De acordo com a prefeitura, a revisão contratual foi motivada por condições identificadas apenas durante a execução da obra. Entre os fatores apontados estão a presença de lençol freático acima do previsto, solo com características heterogêneas, ocorrência de rochas em determinados trechos e interferências em redes subterrâneas de infraestrutura.

A administração também informou que precisou alterar parte da metodologia empregada nas obras de drenagem do Ribeirão Pampulha. O planejamento inicial previa a reutilização de estruturas provisórias durante o tamponamento do canal existente, mas, segundo a prefeitura, estudos técnicos indicaram que a execução integral dessa estrutura reduziria o tempo de interferência no trânsito e aumentaria a segurança dos trabalhos.

O aditivo ainda prevê recursos para serviços considerados necessários durante a execução, como contenções adicionais de terreno, estabilização de áreas, reforço de equipamentos, adequações em projetos executivos e reparos em imóveis eventualmente impactados pelas intervenções.

Além das dificuldades técnicas, a Prefeitura atribui o atraso do cronograma a fatores externos. Segundo o Executivo, a continuidade das obras dependeu do remanejamento de uma rede de gás administrada pela Gasmig, etapa que estaria sendo discutida desde 2024 e que sofreu sucessivos atrasos. A liberação de áreas e outras interferências de concessionárias também contribuíram para a reprogramação dos prazos.

Com a revisão, a entrega dos viadutos foi adiada para 2027, enquanto as intervenções de macrodrenagem deverão ser concluídas apenas em 2028.

As obras fazem parte de um conjunto de intervenções no Vetor Norte de Belo Horizonte e têm como objetivo melhorar a fluidez do trânsito em um dos principais corredores da capital, além de reduzir problemas de alagamentos na região.

Em nota, a Prefeitura ressaltou que o aditivo não altera o escopo do empreendimento e que as intervenções previstas permanecem as mesmas contratadas originalmente, tratando-se apenas de adequações técnicas e financeiras necessárias para a conclusão da obra.

 
 
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