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Projeto “Ver e Viver” entrega óculos de grau a estudantes da rede municipal de Contagem

Iniciativa da Fundação ArcelorMittal, em parceria com a Prefeitura, atende 514 alunos em quatro escolas e busca identificar e corrigir dificuldades de visão que impactam o aprendizado

01/06/2026 às 09h48
Por: Cristiane Cirilo
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Giovanna Araújo/PMC
Giovanna Araújo/PMC

O projeto “Ver e Viver” está promovendo a entrega de óculos de grau para estudantes da rede municipal de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A iniciativa, realizada em parceria com a Fundação ArcelorMittal e apoio da Prefeitura de Contagem, tem como objetivo identificar e corrigir problemas de visão que podem prejudicar o desempenho escolar.

Em 2026, o programa atende quatro escolas da cidade: E.M. Virgílio de Melo Franco (Industrial), E.M. Maria do Carmo Orechio (Vargem das Flores), E.M. Glória Marques Diniz (Nacional) e E.M. Coronel Joaquim Antônio da Rocha (Ressaca). Ao todo, 514 estudantes do 1º ano do ensino fundamental participam da ação.

O processo começa com uma triagem feita dentro das próprias escolas. Professores capacitados utilizam a escala de Snellen para identificar alunos com possíveis dificuldades visuais. Em seguida, os estudantes passam por consulta com oftalmologista, realizada na própria unidade escolar.

Após o exame, as crianças já escolhem as armações que serão utilizadas na confecção dos óculos. A entrega dos equipamentos está prevista para o início do segundo semestre letivo.

Segundo a professora Rosalina Freitas, da E.M. Glória Marques, a experiência de participação na triagem foi nova e marcante. “No início eles achavam que o teste era uma brincadeira, mas logo se concentraram e colaboraram. Junto com outro colega conseguimos triar dezenas de crianças”, relatou.

Para a analista de Relacionamentos e Território da ArcelorMittal, Raiene Oliveira, o projeto vai além da entrega de óculos. “O que a gente quer favorecer para essas crianças é que elas tenham melhores processos de aprendizado, esse acesso, tal qual uma criança que não tenha dificuldade visual”, afirmou.

O médico oftalmologista Luiz Gustavo Vilela, que participa da iniciativa há oito anos, destaca o impacto da ação no desenvolvimento dos estudantes. “Esse é um projeto que repercute na vida inteira de uma pessoa. Ele vem para ajudar essas crianças que muitas vezes não conseguem identificar um problema por conta própria”, disse.

A iniciativa, segundo os organizadores, busca ampliar o acesso à saúde visual e contribuir diretamente para a melhoria do aprendizado e da qualidade de vida dos alunos da rede pública.

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