
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, na terça-feira (26), o quinto suspeito de envolvimento no sequestro de uma família na zona rural de Coronel Murta, no Vale do Jequitinhonha. O homem, de 44 anos, estava foragido desde novembro de 2024, quando o crime ocorreu. Durante a ação criminosa, um jovem de 24 anos foi morto.
Segundo as investigações, o suspeito teria atuado no planejamento do ataque e fornecido informações sobre a família aos demais integrantes do grupo. Ele também é apontado como possível mentor da ação criminosa. Durante a abordagem policial, foi encontrado armado e acabou preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.
De acordo com a Polícia Civil, a localização do investigado ocorreu durante diligências relacionadas a outro caso de sequestro envolvendo uma mulher e uma criança na mesma região.
As apurações apontam que os criminosos passaram a monitorar a família após receberem informações de que um fazendeiro e seu filho haviam vendido pedras de turmalina e recebido cerca de R$ 200 mil pela negociação.
Para executar o plano, três integrantes da quadrilha se passaram por policiais e foram até a propriedade rural onde as vítimas moravam. Armados com fuzis, eles invadiram o local e anunciaram o assalto.
Inicialmente, o proprietário da fazenda e um sobrinho foram rendidos, amarrados e agredidos. Conforme a investigação, os criminosos exigiam insistentemente a entrega do dinheiro obtido com a venda das pedras preciosas.
Durante a ação, o filho do fazendeiro chegou ao imóvel e também foi rendido. Como o grupo não encontrou o valor procurado, as agressões se intensificaram. Em determinado momento, um dos criminosos atirou contra o jovem, que foi atingido nas costas e morreu no local.
Após o homicídio, os criminosos seguiram até a residência da vítima e sequestraram a esposa e a filha dele. As duas permaneceram sob poder dos suspeitos por algumas horas e foram libertadas após o grupo concluir que não conseguiria localizar o dinheiro.
Em março deste ano, quatro integrantes da quadrilha foram condenados pela Justiça pelos crimes de latrocínio, roubo majorado, extorsão mediante sequestro e associação criminosa armada. As penas variam entre 35 e 71 anos de prisão.
O homem preso nesta semana ainda não foi julgado porque o processo foi separado dos demais investigados em razão de sua condição de foragido. As investigações também indicam a participação de outro suspeito, que continua foragido e teria fornecido detalhes sobre a venda das pedras, a rotina da família e a arma utilizada no crime.
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