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Projetos contra sexualização precoce e violência digital podem avançar em BH nesta quarta-feira

Propostas em tramitação na Câmara preveem campanhas educativas, capacitação de profissionais e restrições a conteúdos considerados inadequados para crianças e adolescentes

13/05/2026 às 16h20
Por: Cristiane Cirilo
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A proteção de crianças e adolescentes contra a violência digital e a chamada “adultização” pode ganhar reforço em Belo Horizonte com a votação de dois projetos de lei previstos na pauta da Câmara Municipal de Belo Horizonte nesta quarta-feira (13).

As propostas tratam da criação de políticas municipais voltadas à prevenção da sexualização precoce e ao enfrentamento de crimes no ambiente digital, incluindo ações educativas e medidas de conscientização em escolas e espaços públicos.

O primeiro é o PL 464/2025, de autoria do vereador Pedro Rousseff, que propõe a criação da Política Municipal de Prevenção e Enfrentamento à Violência Digital de Crianças e Adolescentes.

A proposta prevê campanhas educativas sobre ética digital, proteção de imagem, consentimento e riscos de desafios virtuais, além de atividades escolares voltadas à identificação e combate de conteúdos prejudiciais. O texto também inclui capacitação de educadores, conselheiros tutelares e servidores públicos, além da criação de canais de denúncia e acolhimento.

O projeto já recebeu 33 votos favoráveis em primeira votação e agora aguarda análise em segundo turno.

Também está na pauta o PL 465/2025, de autoria do vereador Pablo Almeida, que trata da prevenção à adultização e sexualização infantil.

A proposta prevê a proibição de conteúdos que exponham crianças e adolescentes a situações sexualizadas em mídias digitais, eventos, peças publicitárias e atividades culturais. O texto também veda figurinos, coreografias e concursos que incentivem padrões ou comportamentos adultos para menores.

Segundo os autores, as medidas buscam reduzir riscos associados ao ambiente digital e cultural, incluindo o uso de inteligência artificial para criação de conteúdos falsos (deepfakes) e a exposição de menores a desafios virtuais perigosos.

Os projetos também preveem campanhas educativas permanentes voltadas a pais, responsáveis e educadores, além de parcerias com organizações da sociedade civil e plataformas digitais.

Se aprovadas, as propostas seguem para etapas posteriores de tramitação na Câmara antes da votação final.

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