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Paraná confirma dois casos de hantavírus e investiga outros 11 suspeitos

Secretaria de Saúde afirma que casos registrados no estado não têm relação com surto associado a cruzeiro internacional

09/05/2026 às 10h29
Por: Cristiane Cirilo
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Foto: Adobe Stock
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A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná confirmou dois casos de hantavírus no estado e mantém outras 11 notificações sob investigação. Segundo as autoridades sanitárias, os pacientes não apresentaram transmissão de pessoa para pessoa, e os casos identificados envolvem uma cepa silvestre da doença.

Os pacientes são moradores de Pérola d'Oeste e Ponta Grossa. Um dos casos foi confirmado em fevereiro e o outro em abril, mas a divulgação ocorreu apenas nesta semana após conclusão das análises laboratoriais.

De acordo com a Secretaria de Saúde, os dois pacientes teriam sido contaminados após contato indireto com roedores silvestres infectados. O estado descartou relação com os casos recentes registrados em um cruzeiro internacional que partiu da Argentina, onde houve mortes associadas ao vírus Andes variante rara que pode apresentar transmissão entre pessoas.

As autoridades afirmam que o vírus identificado no Paraná não pertence à mesma cepa registrada no surto internacional.

Além dos dois casos confirmados, outros 21 suspeitos já foram descartados no estado. Em 2025, o Paraná havia registrado apenas uma ocorrência da doença até então.

O hantavírus é uma zoonose viral transmitida principalmente por roedores silvestres. A infecção ocorre, na maioria dos casos, pela inalação de partículas contaminadas presentes em fezes, urina ou saliva dos animais.

Ambientes fechados e pouco ventilados, como galpões, paióis, silos e depósitos, são considerados locais de maior risco para transmissão.

Os sintomas iniciais costumam incluir febre, dores no corpo, dor de cabeça e mal-estar. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para insuficiência respiratória, queda de pressão e dificuldade para respirar.

Atualmente, não existe tratamento antiviral específico contra a doença. O atendimento é baseado em suporte clínico e monitoramento hospitalar.

As autoridades de saúde recomendam evitar contato com roedores silvestres e reforçar cuidados em áreas rurais e locais fechados. Entre as orientações estão manter terrenos limpos, armazenar alimentos de forma adequada e realizar limpeza úmida em ambientes com poeira acumulada, evitando varrer locais fechados.

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