Moradores do prédio atingido pela queda de um monomotor em Belo Horizonte começaram a retornar às suas residências após a retirada dos destroços da aeronave, realizada na terça-feira (5). A liberação foi autorizada pela Defesa Civil depois da conclusão da operação de remoção, que contou com o uso de guindaste e acompanhamento de equipes da Polícia Civil e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Durante a operação, partes do avião que ficaram presas no terceiro andar do edifício foram retiradas. No local, ainda havia pertences das vítimas e danos estruturais significativos em apartamentos atingidos diretamente pela colisão.
Apesar da liberação parcial do prédio, dois apartamentos localizados no terceiro andar seguem interditados. Os imóveis ficam ao lado da área diretamente impactada e permanecem isolados até a conclusão da retirada total de escombros e a avaliação completa dos danos estruturais.
Um dos apartamentos pertence ao síndico do condomínio, Fausto Avelar, que relatou os prejuízos causados pelo impacto, com destruição de ambientes como sala e cozinha. Segundo ele, o retorno dos moradores representa um alívio diante da tragédia, embora a situação ainda exija cautela.
As investigações sobre o acidente seguem em andamento. A Polícia Civil já iniciou a oitiva de testemunhas e análise de imagens do voo, além de atuar em conjunto com o Cenipa na apuração das causas da queda. Entre os pontos investigados está a possibilidade de excesso de peso na aeronave, hipótese que será verificada a partir de análises técnicas.
O monomotor havia decolado de Teófilo Otoni e pousado anteriormente no Aeroporto da Pampulha antes de seguir viagem com destino a São Paulo. Minutos após a decolagem, a aeronave apresentou dificuldades de voo e acabou colidindo com o prédio em área urbana da capital.
O acidente deixou três mortos e dois sobreviventes que seguem internados em Belo Horizonte. Os corpos das vítimas foram velados e enterrados em cidades de Minas Gerais e do Paraná. O caso continua sob investigação das autoridades aeronáuticas e policiais.