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Minas Gerais registra 438 mortes por síndrome respiratória grave; cobertura vacinal contra gripe é de apenas 24%

Para tentar reverter o cenário, o governo federal e as prefeituras têm intensificado estratégias como o “Dia D” de vacinação, envio de mensagens para idosos e campanhas em escolas para ampliar a cobertura entre crianças

02/05/2026 às 14h00
Por: Cristiane Cirilo
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Unsplash
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O estado de Minas Gerais já contabiliza 438 mortes por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em 2026, segundo dados das secretarias municipais de saúde. A baixa adesão à vacinação contra a gripe preocupa autoridades de saúde, diante do aumento de internações em diversas regiões.

Em Belo Horizonte, foram registradas 172 mortes, o maior número entre os municípios mineiros. Em seguida aparecem Betim (34), Uberlândia (30), Contagem (24), Brasília de Minas (23) e Sete Lagoas (17).

A campanha de vacinação contra a gripe, iniciada há cerca de um mês, imunizou apenas 24% do público-alvo no estado. Na capital, o índice é um pouco maior, chegando a quase 35%.

A vacina oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) protege contra os vírus H1N1, H3N2 e Influenza, e é destinada a grupos prioritários como crianças, idosos, gestantes, profissionais da saúde, pessoas com comorbidades e outros públicos definidos pelo Ministério da Saúde.

Em municípios como Contagem, a baixa cobertura vacinal já impacta diretamente a rede de saúde. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, houve aumento na procura por atendimentos respiratórios e necessidade de ampliação de leitos de UTI, que já operam com alta ocupação.

“Estamos com aumento nas notificações de síndromes gripais e síndromes agudas respiratórias, o que gera maior demanda nas nossas UTIs”, informou a diretora de Epidemiologia e Imunização do município.

O Ministério da Saúde aponta que a desinformação tem sido um dos principais fatores para a queda na adesão à vacina, especialmente entre idosos, grupo mais vulnerável às complicações da doença.

Segundo o órgão, a cobertura vacinal vem caindo desde 2021, justamente entre o público com maior risco de hospitalização e morte.

Para tentar reverter o cenário, o governo federal e as prefeituras têm intensificado estratégias como o “Dia D” de vacinação, envio de mensagens para idosos e campanhas em escolas para ampliar a cobertura entre crianças.

“Não basta apenas deixar o posto de saúde aberto. É preciso facilitar o acesso e levar a vacina até as pessoas”, destacou o diretor do Programa Nacional de Imunizações.

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