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Tarcísio reage a caso de feminicídio e dispara: “Que apodreça na cadeia”

Governador critica aposentadoria de militar acusado de matar a esposa e cobra punição exemplar.

03/04/2026 às 14h27
Por: Marina Menta
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Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que espera que o tenente-coronel da Polícia Militar acusado de feminicídio “apodreça na cadeia”, ao comentar o caso que ganhou repercussão nacional nos últimos dias.

A declaração foi feita nesta quinta-feira (2), após a confirmação de que o oficial, Geraldo Leite Rosa Neto, teve a aposentadoria concedida pela corporação mesmo estando preso e respondendo por suspeita de matar a própria esposa, a policial militar Gisele Alves Santana.

Segundo o governador, o crime é “bárbaro” e não pode ficar impune. Ele defendeu uma condenação rigorosa, com perda de posto e patente, além de punição severa no âmbito criminal.

O caso ganhou ainda mais repercussão após a Polícia Militar autorizar a ida do oficial para a reserva com salário integral, que gira em torno de R$ 28 mil. A medida provocou críticas nas redes sociais e questionamentos sobre possíveis privilégios.

Tarcísio afirmou que, apesar da polêmica, o benefício deve ser revertido para os dependentes do militar. Ainda assim, reforçou que espera uma punição exemplar: a intenção, segundo ele, é que o acusado cumpra pena pelo resto da vida.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a aposentadoria não interfere nos processos em andamento. O militar segue como réu tanto na Justiça comum quanto na Justiça Militar.

Um conselho de justificação também foi instaurado e pode resultar na expulsão da corporação, com perda definitiva do posto e da patente.

Inicialmente, o oficial alegou que a esposa teria tirado a própria vida. No entanto, investigações e laudos periciais contestaram essa versão, apontando indícios de feminicídio e fraude processual, quando há tentativa de alterar a cena do crime.

O tenente-coronel está preso desde o dia 18 de março, no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital paulista, enquanto o caso segue em apuração pela Justiça.

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