
A retirada de veículos abandonados das ruas tem ganhado papel importante no combate à dengue em Belo Horizonte. A prefeitura intensificou as ações e já removeu 201 carros apenas nos primeiros meses de 2026.
Desde o início da medida, em março de 2024, cerca de 1.500 veículos foram retirados das vias públicas. A estratégia busca eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, que também transmite zika e chikungunya.
De acordo com o balanço, mais de 13 veículos são retirados por semana. Ao todo, 211 foram levados para o pátio pelas equipes, enquanto outros 1.240 foram retirados pelos próprios donos após notificação.
Nos últimos dias, as operações se concentraram em bairros das regiões Oeste e Barreiro, como Estoril, Nova Suíça, Prado, Lindéia, Tirol, Olaria e Milionários.
A prefeitura destaca que muitos desses veículos acumulam água parada, principalmente em períodos de chuva, o que favorece a proliferação do mosquito.
O processo começa com a denúncia da população. Após o registro, agentes fazem vistoria no local e tentam identificar o proprietário.
Caso o abandono seja confirmado, o dono é notificado e tem até cinco dias úteis para retirar o veículo. Se isso não acontecer, o carro é removido para o pátio.
Depois da remoção, o proprietário tem até 60 dias para fazer a retirada. Após esse prazo, o veículo pode ser levado a leilão.
Moradores podem informar a presença de veículos abandonados pelo Portal de Serviços da prefeitura, indicando endereço e características do automóvel.
A participação da população tem sido fundamental. Desde 2024, já foram mais de 12 mil solicitações relacionadas a cerca de 5 mil veículos diferentes.
A intensificação das remoções foi possível após uma mudança na legislação federal, que passou a permitir a retirada de veículos abandonados mesmo sem infração de trânsito. Com isso, a prefeitura ampliou a fiscalização e reforçou o combate a focos do mosquito, especialmente durante o período chuvoso, quando o risco de proliferação aumenta.
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