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Consumo de livros cresce no Brasil e atinge 18% da população adulta

Levantamento aponta avanço no número de leitores e revela influência das redes sociais e dos jovens no mercado editorial

27/03/2026 às 11h18 Atualizada em 27/03/2026 às 11h43
Por: Marina Menta
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Imagem: Reprodução I Banco de Imagens
Imagem: Reprodução I Banco de Imagens

O número de brasileiros que compraram livros voltou a crescer em 2025 e atingiu 18% da população com 18 anos ou mais, segundo pesquisa da Câmara Brasileira do Livro (CBL) em parceria com a Nielsen BookData. O índice representa aumento de 2 pontos percentuais em relação ao ano anterior e a entrada de cerca de 3 milhões de novos consumidores no mercado.

O estudo, baseado em 16 mil entrevistas realizadas em outubro de 2025, mostra que o avanço indica espaço para expansão do setor editorial brasileiro.

Entre os principais destaques do levantamento estão 18% dos adultos que compraram ao menos um livro (impresso ou digital) no último ano. O crescimento representa cerca de 3 milhões de novos consumidores, sendo a maioria mulheres com cerca de 61% dos compradores e  mulheres negras da classe C como o maior grupo consumidor.

O levantamento também aponta que o aumento foi mais significativo entre jovens de 18 a 34 anos, indicando uma renovação do público leitor.

As redes sociais aparecem como um dos principais motores desse crescimento. Segundo a pesquisa, 56% dos consumidores compram livros por meio dessas plataformas, influenciados por recomendações, criadores de conteúdo e comunidades digitais.

Além disso, 70% dos leitores afirmam acompanhar lançamentos por sites de compras (34%), indicações de pessoas próximas (30%), livrarias (24%) e influenciadores digitais (22%).

O livro físico ainda lidera o mercado. Na última compra:

* 80% adquiriram livros impressos;
* 20% optaram por versões digitais.

Outro destaque foi o crescimento dos livros de colorir, comprados por cerca de 7,1% da população adulta, o equivalente a 11 milhões de pessoas.

Apesar do avanço, o estudo revela entraves importantes para o setor. Entre os brasileiros que não compraram livros no ano passado 35% consideram os preços altos, 28% apontam falta de livrarias próximas, parte significativa recorre a downloads gratuitos ou pirataria.

Especialistas avaliam que esse cenário indica uma demanda reprimida, ou seja, pessoas interessadas em leitura, mas que ainda não consomem livros de forma regular.

Para a CBL, o crescimento reforça a relevância do livro no país e mostra que há potencial para ampliar o público leitor. O avanço é atribuído a uma combinação de fatores, como políticas de incentivo, atuação de editoras e livrarias, além da influência digital sobre novos leitores.

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