
O Conselho Curador do FGTS aprovou, nesta terça-feira (24), mudanças no programa Minha Casa, Minha Vida que ampliam o acesso ao financiamento habitacional no país. A principal alteração é o aumento do teto de renda familiar, que agora passa a contemplar famílias com ganhos de até R$ 13 mil.
Com a atualização, todas as faixas do programa foram reajustadas:
Procurada pelo Portal Impactto, a MRV&CO avaliou que as alterações devem gerar impactos positivos tanto para a população quanto para o mercado. Segundo Edmil Adib, diretor de crédito da companhia, as mudanças ampliam o número de famílias aptas ao programa e melhoram as condições de financiamento.
“As mudanças aprovadas ampliam de forma significativa o acesso ao Minha Casa, Minha Vida, permitindo que famílias que antes estavam fora do programa seja por renda ou pelo valor do imóvel agora possam ser contempladas. Além disso, há a possibilidade de reclassificação para faixas com juros menores e mais subsídios, o que melhora as condições de financiamento. Isso gera um impacto social importante, ao facilitar o acesso à moradia, e também impulsiona a economia, ao ampliar o número de clientes e as oportunidades de venda no setor imobiliário”, afirmou.
Ainda de acordo com a avaliação, as novas regras também podem aumentar a capacidade de vendas das empresas do setor, ao incluir imóveis que antes estavam fora dos limites do programa e agora passam a ser elegíveis.
A medida deve ampliar significativamente o alcance do programa. A estimativa é que cerca de 31,3 mil famílias passem a se enquadrar na faixa 3, enquanto outras 8,2 mil terão acesso pela primeira vez, agora incluídas na faixa 4, também chamada de “classe média”.
Além disso, o ajuste permite que mais famílias tenham acesso a taxas de juros mais baixas, especialmente nas faixas 1 e 2, que contam com condições mais facilitadas de financiamento.
Outro ponto importante é o aumento do valor máximo dos imóveis financiados. Na faixa 3, o limite subiu de R$ 350 mil para R$ 400 mil. Já na faixa 4, passou de R$ 500 mil para R$ 600 mil.
Para viabilizar as mudanças, será necessária uma suplementação de R$ 500 milhões no orçamento. A expectativa do governo é que a ampliação fortaleça o acesso à moradia e estimule o setor imobiliário.
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