O Governo de Minas Gerais avança na recuperação de áreas impactadas pela mineração por meio do Programa de Reconversão Ambiental, conduzido pela Fundação Estadual do Meio Ambiente. A iniciativa estabelece diretrizes para o fechamento de minas e a reutilização dos territórios.
Segundo a Fundação Estadual do Meio Ambiente, o programa busca garantir que o encerramento das atividades minerárias ocorra de forma planejada, com recuperação ambiental, enfrentamento de passivos e definição de novos usos para as áreas.
A proposta incorpora o planejamento antecipado, a recuperação progressiva e a avaliação do uso futuro das áreas como parte do próprio ciclo da mineração, tratando o fechamento das minas como etapa estratégica.
O programa é estruturado em cinco frentes de atuação, que incluem desde a recuperação ambiental durante a operação até a gestão de áreas paralisadas ou abandonadas e o incentivo a novos usos.
Dados da fundação indicam que, em 2025, cerca de 130 áreas são acompanhadas em processo de recuperação no estado, sendo que mais de 20 já recebem declaração de aptidão para novos usos.
A reconversão ambiental prevê a transformação desses espaços em áreas com funções econômicas, sociais e ambientais. Em Nova Lima, projetos em antigas áreas mineradas incluem iniciativas com uso residencial, cultural e comercial.
Outros projetos também preveem a criação de espaços de lazer e convivência, com uso progressivo das áreas após a estabilização das estruturas.
Experiências anteriores, como o Instituto Inhotim, em Brumadinho, e o Parque das Mangabeiras, em Belo Horizonte, demonstram a possibilidade de reaproveitamento de áreas mineradas para atividades culturais e ambientais.
A iniciativa integra políticas públicas voltadas à gestão sustentável do território e ao aproveitamento de áreas impactadas pela atividade mineral no estado.