
O América lançou uma escola de futebol profissional gratuita voltada exclusivamente para crianças atípicas, com foco especial em jovens com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O projeto será desenvolvido em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em parceria com o Instituto Olavo Keesen.
A iniciativa busca ampliar o acesso ao esporte e promover inclusão por meio do futebol, oferecendo um espaço adaptado para crianças que muitas vezes encontram dificuldades para participar de atividades esportivas tradicionais.
O projeto é coordenado por Isabela Andrade, mãe de uma criança autista, que destacou a falta de estruturas preparadas para atender esse público.
“Existem direitos garantidos, mas muitas vezes não existe estrutura preparada para receber essas crianças. Foi dessa necessidade que nasceu o projeto”, afirmou.
A iniciativa começou de forma simples, com a mobilização de mães, um treinador voluntário e o objetivo de oferecer às crianças um ambiente de convivência e pertencimento.
Com a parceria firmada com o Instituto Olavo Keesen e o América, o projeto ganhou estrutura profissional, passando a contar com campo adequado, metodologia adaptada e vínculo institucional com o clube.
Inicialmente, a escola terá capacidade para atender até 70 crianças entre 7 e 17 anos, todas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista e residentes em Santa Luzia.
Segundo Olavo Keesen, conselheiro do América e responsável pela articulação da iniciativa, o projeto reforça o papel social do esporte.
“Não é sobre revelar craques. É sobre revelar sorrisos, pertencimento e abrir caminho para que outros clubes também sigam esse modelo”, afirmou.
Mais informações e matrículas podem ser obtidas pelo telefone (31) 99956-5991, com Cristiane, do Instituto Olavo Keesen.
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