
Um grupo de mulheres promoveu, na manhã deste domingo (22), um protesto pacífico diante do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em Belo Horizonte, para contestar a decisão que absolveu um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos.
Durante o ato, as manifestantes colocaram brinquedos e um vestido infantil em frente ao prédio como forma simbólica de representar a infância e denunciar o que consideram falhas na proteção de crianças.
A mobilização foi organizada pelo Coletivo de Mulheres da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e por integrantes do movimento 8M Unificado, que reúne grupos feministas da capital e da Região Metropolitana. O protesto ocorreu de maneira silenciosa, chamando a atenção de quem passava pelo local.
Segundo as participantes, a intenção foi demonstrar indignação diante da decisão judicial e reforçar a necessidade de proteção integral às crianças. Integrantes do movimento afirmaram que sentenças como essa provocam preocupação quanto à garantia de direitos de menores em situações de vulnerabilidade.
As manifestantes afirmaram que a absolvição, que já havia gerado repercussão nacional, trouxe sentimento de revolta e preocupação com o tratamento dado a casos de violência sexual contra menores. Para elas, a mobilização também teve como objetivo ampliar o debate público sobre o tema.
Moradores e pessoas que circulavam pela região acompanharam o ato e demonstraram apoio às participantes durante a manifestação.
O grupo informou que novas mobilizações devem ocorrer nas próximas semanas. O movimento 8M Unificado anunciou a realização de uma reunião para organizar futuras ações, e outro protesto já está previsto para o dia 11 de março, sob organização do Movimento Popular das Mulheres.
As organizadoras destacaram que o ato busca fortalecer o debate sobre a proteção de crianças e adolescentes e cobrar posicionamentos mais rigorosos em casos de violência sexual.
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