
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta sexta-feira (6), a fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso de três tipos de produtos em todo o território nacional. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e tem como objetivo proteger a saúde da população diante de irregularidades sanitárias consideradas graves.
Entre os itens vetados estão um produto vendido como “café de açaí”, glitters com partículas plásticas e um lote específico de azeite de oliva extravirgem. Segundo a Anvisa, os produtos descumprem normas sanitárias, apresentam riscos à saúde e, em alguns casos, induzem o consumidor ao erro.
Um dos alvos da decisão é o chamado “Café de Açaí”, da marca Du Brasil, comercializado como suplemento alimentar. De acordo com a Anvisa, o produto era divulgado com promessas de tratamento para doenças, como diabetes e fibromialgia, o que é proibido pela legislação brasileira para alimentos e suplementos.
Além das alegações terapêuticas sem comprovação científica, o item contém ingrediente não autorizado pela agência e apresentava irregularidades nas condições de fabricação e armazenamento. Com isso, todas as atividades relacionadas ao produto foram suspensas em âmbito nacional.
A Anvisa também determinou a suspensão imediata de glitters da marca MAGO, utilizados principalmente em confeitaria e maquiagem artística. A análise identificou que os produtos continham plástico e outros materiais não permitidos para ingestão, apesar de serem vendidos como comestíveis.
Outro produto proibido é o azeite de oliva extravirgem da marca Campo Ourique, especificamente o lote 288/04/2024. A Anvisa apontou falhas na rotulagem e ausência de comprovação da origem do produto, o que impede a garantia de qualidade e segurança para o consumo.
A comercialização do lote foi vetada em todo o país, e o produto também deve ser retirado dos pontos de venda.
A Anvisa orienta que consumidores não utilizem nem adquiram os produtos citados e reforça a importância de verificar rótulos, procedência e autorizações sanitárias, especialmente no caso de suplementos alimentares e produtos vendidos com promessas de benefícios à saúde.
Em caso de dúvidas ou denúncias, a população pode procurar os canais oficiais da Vigilância Sanitária ou os órgãos de defesa do consumidor.
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