
O presidente nacional do PSB e prefeito do Recife, João Campos, esteve em Belo Horizonte nesta terça-feira e colocou Minas Gerais no centro da estratégia eleitoral da sigla para 2026. Em conversas reservadas, entre elas um encontro com o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Tadeu Leite (MDB), antes de participar da reunião da executiva estadual do PSB, ele classificou a disputa pelo governo do Estado como “a mais aberta de todas” no país e indicou que o partido acompanha de perto possíveis nomes do campo político democrático, inclusive com possibilidade de filiações.
Para o dirigente do PSB, Minas representa hoje o cenário mais indefinido do Brasil.
“A eleição de Minas talvez seja a mais aberta de todas. Você tem um cenário completamente indefinido para onde vai. Ao mesmo tempo, há alguns nomes que podem ser trabalhados, principalmente mais no centro político do que nas pontas da esquerda”, afirmou.
João Campos destacou ainda o peso estratégico do Estado no cenário nacional.
“Minas é o estado que representa a configuração do Brasil, porque o resultado aqui sempre se repete nacionalmente. É um campo muito aberto.”
Entre os nomes citados como possíveis candidaturas estão o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD); o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil; e o próprio presidente da ALMG, Tadeu Leite.
Apesar das articulações, João Campos ponderou que a definição não deve ocorrer agora. Segundo ele, o momento decisivo costuma ficar mais próximo do prazo das convenções partidárias.
“Acredito que é fundamental o campo democrático se organizar. Essas candidaturas podem surgir, mas a decisão normalmente acontece mais perto das convenções do que agora.”
A visita reforça o movimento do PSB de ampliar o diálogo em Minas e observar possíveis candidaturas em um cenário ainda fragmentado e sem favorito consolidado para 2026.
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