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Com chegada das chuvas, Minas reforça combate ao Aedes aegypti e amplia monitoramento

Estado anuncia investimento de R$ 210 milhões e aposta em tecnologia, vigilância e vacinação para enfrentar dengue, zika e chikungunya

09/01/2026 às 14h30
Por: Bianca Guimarães
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Foto: Maurício Vieira
Foto: Maurício Vieira

Com o avanço do período chuvoso, quando aumentam as condições favoráveis à reprodução do mosquito Aedes aegypti, o Governo de Minas Gerais anunciou a intensificação das ações de prevenção e controle da dengue, da zika e da chikungunya. A estratégia inclui o uso ampliado de drones, o fortalecimento das equipes de vigilância em saúde, a abertura de novas salas de hidratação e a aquisição de equipamentos para aplicação de inseticidas, como o fumacê.

Embora o Estado não tenha detalhado a quantidade de novos equipamentos ou profissionais envolvidos, foi informado que o investimento total destinado às ações chega a R$ 210 milhões. Segundo o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, o planejamento leva em conta o cenário climático atual, marcado por chuvas intensas e temperaturas elevadas, fatores que favorecem a proliferação do mosquito transmissor das arboviroses.

Baccheretti ressaltou que Minas encerrou 2025 com redução significativa nos registros dessas doenças, especialmente da dengue. De acordo com a Secretaria de Saúde, foram contabilizados cerca de 118 mil casos prováveis da enfermidade, número 92% menor do que o observado em 2024. No mesmo período, o Estado registrou 17.803 ocorrências de chikungunya e 26 de zika.

Apesar do resultado positivo no ano anterior, o secretário alertou que o risco permanece elevado neste início de ano. Ele destacou que o planejamento das ações começou ainda em setembro, mas reforçou a necessidade de envolvimento da população, já que a maior parte dos focos do mosquito é encontrada dentro das residências. A orientação é que os moradores reservem um tempo semanal para eliminar recipientes com água parada.

Além das medidas de vigilância e controle ambiental, o Estado também aposta na vacinação como ferramenta complementar no enfrentamento da dengue. Baccheretti mencionou a chegada do primeiro imunizante de dose única produzido integralmente no Brasil pelo Instituto Butantan, com previsão de disponibilização no fim de janeiro. Segundo ele, embora o número inicial de doses seja limitado, a imunização se soma às ações coletivas necessárias para reduzir a circulação do vírus no Estado.

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