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Anvisa autoriza medicamento para tratamento inicial do Alzheimer no Brasil

Aprovação marca avanço no enfrentamento da doença ao permitir terapia voltada a pacientes com demência leve

08/01/2026 às 11h00
Por: Bianca Guimarães
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Foto: Eisai/Divulgação
Foto: Eisai/Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento para o tratamento de pessoas diagnosticadas com a doença de Alzheimer em fase inicial. O remédio, chamado Leqembi, teve sua liberação publicada no Diário Oficial da União e passa a integrar as opções terapêuticas disponíveis no país para pacientes que já apresentam comprometimento cognitivo leve associado à doença.

O Leqembi é produzido a partir do anticorpo monoclonal lecanemabe e é indicado para retardar a progressão dos sintomas em indivíduos com demência leve causada pelo Alzheimer. De acordo com o registro concedido pela Anvisa, o medicamento atua na redução das placas beta-amiloides no cérebro, cujo acúmulo é considerado uma das principais características patológicas da enfermidade. O produto é administrado por meio de infusão intravenosa, após diluição da solução.

A decisão da Anvisa teve como base dados de eficácia clínica obtidos em um estudo de grande porte, que avaliou 1.795 participantes diagnosticados com Alzheimer em estágio inicial. Todos apresentavam evidência da presença de placas beta-amiloides e foram divididos entre grupos que receberam o medicamento ou placebo ao longo do acompanhamento.

Segundo a agência reguladora, o principal critério para medir a eficácia foi a mudança nos sintomas após 18 meses de tratamento. Para essa avaliação, foi utilizada a escala CDR-SB, instrumento amplamente empregado para mensurar a gravidade da demência e o impacto do comprometimento cognitivo nas atividades do dia a dia dos pacientes.

Os resultados mostraram que, em um subgrupo de 1.521 pessoas analisadas, os pacientes tratados com o lecanemabe apresentaram uma progressão mais lenta da doença, evidenciada por um aumento menor na pontuação da escala CDR-SB em comparação com aqueles que receberam placebo. A aprovação do medicamento representa um novo passo na abordagem terapêutica do Alzheimer, especialmente nas fases iniciais, quando intervenções podem contribuir para preservar a autonomia e a qualidade de vida dos pacientes por mais tempo.

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