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Papa Leão XIV afirma que “só Jesus salvou o mundo” e proíbe uso do título “corredentora” para Maria

Novo decreto do Vaticano esclarece papel da Virgem Maria e reforça que apenas Cristo é o redentor da humanidade

05/11/2025 às 18h30
Por: Cristiane Cirilo
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Foto: REUTERS/Remo Casilli
Foto: REUTERS/Remo Casilli

O papa Leão XIV aprovou um novo decreto nesta terça-feira (4) reafirmando que apenas Jesus Cristo é o salvador da humanidade e orientando os fiéis católicos a não chamarem a Virgem Maria de “corredentora”. O texto, emitido pelo principal órgão doutrinário do Vaticano, busca encerrar um debate que há décadas dividia teólogos e membros da Igreja Católica sobre o papel de Maria na redenção.

De acordo com o documento, o uso do título “corredentora” “não é apropriado e pode gerar confusão doutrinária”, pois compromete a compreensão da fé cristã ao colocar Maria em um papel semelhante ao de Cristo. “Somente Jesus salvou o mundo da condenação. A redenção é obra exclusiva do Filho de Deus”, afirma o decreto assinado pelo pontífice.

O papa Leão XIV destacou ainda que a decisão não diminui a importância da Virgem Maria, mas a coloca em seu devido contexto teológico. “Maria é exemplo supremo de fé e obediência. Ao dizer ‘sim’ ao anjo, ela abriu os portões da Redenção, mas quem redimiu o mundo foi Cristo”, declarou o Papa, em trecho divulgado pela Santa Sé.

A instrução também cita que, ao longo dos séculos, o uso do termo “corredentora” provocou interpretações divergentes dentro da Igreja. Papas anteriores já haviam se posicionado contra o título: Francisco chamou a ideia de “tolice”, afirmando que Maria “nunca quis tirar nada do seu Filho para si mesma”, enquanto Bento XVI compartilhou da mesma posição. João Paulo II, que chegou a usar o termo nos anos 1980, abandonou-o publicamente na década seguinte.

Com o novo decreto, o Vaticano busca reforçar a doutrina central da Igreja Católica, segundo a qual Jesus é o único mediador entre Deus e os homens, enquanto Maria é venerada como intercessora e mãe espiritual da humanidade. O texto marca uma das mais firmes declarações sobre o tema nas últimas décadas e pretende encerrar definitivamente a controvérsia teológica em torno do título mariano.

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