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Paracetamol não causa autismo, reafirma Ministério da Saúde

Nota oficial rebate declaração de Donald Trump e reforça segurança do medicamento

24/09/2025 às 16h00
Por: Cristiane Cirilo
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (23) uma nota oficial para esclarecer que o paracetamol, amplamente utilizado no Brasil como analgésico e antitérmico, é seguro, eficaz e não possui qualquer relação com o desenvolvimento do Transtorno do Espectro Autista (TEA). A manifestação foi publicada após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que associou o medicamento ao autismo sem apresentar evidências científicas.

O pronunciamento brasileiro se soma ao de instituições internacionais como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e agências regulatórias da União Europeia e do Reino Unido, que também rejeitaram a informação disseminada por Trump. Segundo o ministério, afirmações sem fundamento em saúde pública podem gerar riscos graves, como ocorreu durante a pandemia de Covid-19, quando o negacionismo contribuiu para a perda de mais de 700 mil vidas no Brasil.

“A saúde não pode ser alvo de atos irresponsáveis. A atuação de lideranças políticas na criação de informações deturpadas pode gerar consequências desastrosas para a população”, destacou a pasta em nota. O texto alerta que a falsa associação entre o uso do paracetamol na gestação e o autismo pode provocar pânico entre mães e famílias, além de levar à recusa de tratamentos importantes em casos de febre e dor.

O ministério também ressaltou que a disseminação dessa narrativa representa um desrespeito às pessoas com autismo e suas famílias. Conforme a definição oficial, o TEA é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, dificuldades de comunicação e interação social, além de padrões repetitivos de comportamento e interesses restritos.

Na nota, o governo brasileiro reiterou ainda seu compromisso em combater as consequências do negacionismo, que nos últimos anos afetaram a confiança da população em políticas públicas essenciais, como a vacinação. O objetivo, segundo a pasta, é evitar que novas ondas de desinformação comprometam a saúde coletiva.

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