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Mercado financeiro prevê alta mais agressiva na Selic e Dólar próximo a R$ 6

A decisão do Copom semana deve confirmar maior rigor nesta política monetária em meio à alta do dólar e à inflação pressionada.

09/12/2024 às 14h00
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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O mercado financeiro ajustou suas expectativas para um cenário mais rígido na economia brasileira, projetando uma elevação maior na taxa Selic. Economistas consultados pelo Boletim Focus, divulgados nesta segunda-feira (9), esperam que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumente a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, alcançando 12% ao ano. A decisão será anunciada na próxima quarta-feira (11), após a reunião que começa nesta terça (10). A previsão marca uma mudança significativa em relação à projeção anterior, que estimava um aumento de 0,5 ponto percentual, em linha com as decisões anteriores do Copom.

Além da alta imediata, o mercado revisou para cima as projeções da Selic para os próximos anos. Os táxons estimados para 2025 subiram de 12,63% para 13,5%, enquanto para 2026 e 2027, as expectativas passaram para 11% e 10%, respectivamente. Esse movimento reflete a percepção de que o controle da inflação exigirá uma política monetária mais apertada por um período prolongado.

Sem câmbio, o dólar segue em alta e preocupa o mercado. A moeda americana terminou na semana passada cotada a R$ 6.075, o maior valor nominal da história. Segundo o Focus, a expectativa é que o dólar chegue em 2024 próximo a R$ 5,95, superando a previsão de R$ 5,70 divulgada na semana anterior. As projeções para os anos seguintes também foram revisadas: R$ 5,77 em 2025, R$ 5,73 em 2026 e R$ 5,69 em 2027.

O cenário inflacionário também apresenta variações. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador de inflação do país, deve fechar 2024 em 4,84%. Este será o 19º aumento consecutivo na previsão do indicador nas últimas 21 semanas. O valor esperado para o IPCA ultrapassa o teto da meta de inflação do Banco Central, que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Para os anos seguintes, a previsão aponta para uma inflação de 4,59% em 2025, 4% em 2026 e 3,58% em 2027, sinalizando dificuldades no controle do índice a prazo médio.

Apesar do cenário de juros e inflação elevados, o mercado destacou uma perspectiva positiva para o crescimento econômico. O Boletim Focus revisou para cima a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, passando de 3,22% para 3,39%. O aumento reflete o desempenho melhor que o esperado da economia brasileira no terceiro trimestre deste ano, com crescimento de 0,9%. Para 2025, a estimativa de expansão do PIB subiu de 1,95% para 2%, enquanto para 2026 e 2027, as projeções permanecem em 2%.

O anúncio do Copom será aguardado com atenção, já que suas decisões influenciarão diretamente a trajetória dos indicadores econômicos e as condições de consumo e investimento no país nos próximos anos.

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