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Chuva de meteoros Orionídeas atinge pico nesta quarta; veja como observar no Brasil

Fenômeno é provocado por fragmentos do cometa Halley e pode produzir 20 ou mais meteoros por hora em condições ideais; melhor período para observar será após a meia-noite

20/10/2026 às 11h12
Por: Cristiane Cirilo
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Foto: Observatório Espacial Heller & Jung / Divulgação
Foto: Observatório Espacial Heller & Jung / Divulgação

A chuva de meteoros Orionídeas atinge o pico de atividade na madrugada de quarta-feira (21) e poderá ser observada em todo o Brasil. O fenômeno é provocado pela entrada de fragmentos deixados pelo cometa Halley na atmosfera terrestre e pode produzir 20 ou mais meteoros por hora em condições ideais, segundo a Organização Internacional de Meteoros (IMO).

De acordo com o Observatório Nacional, o melhor período para tentar observar os rastros luminosos será na segunda metade da madrugada, especialmente entre 1h40 e o amanhecer, quando a Lua já tiver se posto e o céu estiver mais escuro.

As Orionídeas são conhecidas pela velocidade dos meteoros, que podem atingir cerca de 66 quilômetros por segundo. Alguns deixam rastros luminosos visíveis por alguns instantes.

O nome do fenômeno vem da constelação de Órion, onde fica o chamado radiante, ponto do céu de onde os meteoros parecem surgir. A região fica próxima à estrela Betelgeuse e pode ser reconhecida pelas Três Marias. Apesar disso, os meteoros podem aparecer em diferentes partes do céu.

Segundo o astrônomo Marcelo De Cicco, coordenador do projeto Exoss, parceiro do Observatório Nacional, a chuva poderá ser vista de todas as regiões brasileiras, com uma leve vantagem para observadores do Norte e do Nordeste, onde o radiante alcança maior altura no céu.

Como observar a chuva de meteoros

Não é necessário usar telescópios ou binóculos para acompanhar o fenômeno. A recomendação é procurar um local escuro, de preferência afastado das luzes das grandes cidades, e observar o céu a olho nu.

No Hemisfério Sul, a orientação é olhar na direção nordeste ou norte, mantendo o campo de visão um pouco afastado da constelação de Órion. Isso ajuda a perceber rastros mais longos.

Alguns cuidados podem melhorar a experiência:

  • Escolha um local com pouca iluminação artificial.

  • Apague as luzes próximas, sempre que possível.

  • Dê tempo para os olhos se adaptarem à escuridão.

  • Observe uma área ampla do céu, sem fixar o olhar apenas na constelação de Órion.

  • Confira a previsão do tempo e procure um local com céu limpo.

A presença de nuvens e a luminosidade do céu podem dificultar a observação.

Fenômeno tem origem no cometa Halley

As Orionídeas ocorrem quando a Terra atravessa uma região do espaço que contém partículas deixadas pelo cometa Halley. Ao entrar na atmosfera em alta velocidade, esses fragmentos aquecem e produzem os rastros luminosos conhecidos como meteoros.

O cometa Halley passa pelas proximidades da Terra a cada 75 ou 76 anos. Seus detritos também dão origem a outra chuva de meteoros, as Eta Aquáridas, observada geralmente em maio.

Em 2026, o período de atividade das Orionídeas vai de 2 de outubro a 7 de novembro, mas o pico desta semana concentra a expectativa de maior número de meteoros.

O que é uma chuva de meteoros?

Uma chuva de meteoros acontece quando a Terra atravessa uma região com grande concentração de partículas provenientes de cometas ou asteroides. Ao entrar na atmosfera, esses fragmentos provocam fenômenos luminosos que podem ser vistos da superfície.

Além de proporcionar um espetáculo no céu, o estudo desses eventos ajuda pesquisadores a compreender as características dos cometas e a composição dos materiais que circulam pelo Sistema Solar.

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