
O Ministério da Saúde mobilizou uma equipe da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) para apoiar os serviços de saúde no Amazonas diante dos impactos das queimadas. Enviados ao estado no domingo (11), os profissionais trabalham com gestores estaduais e municipais para identificar demandas prioritárias e garantir a continuidade da assistência à população.
A atuação ocorre após o governo federal reconhecer, em 10 de outubro, a situação de emergência decretada pelo Amazonas em 36 municípios. A equipe técnica está levantando informações sobre a estrutura da rede pública, a disponibilidade de profissionais e insumos e as condições de transporte sanitário.
Diagnóstico vai orientar medidas de apoio
O levantamento também considera a procura por atendimentos e a capacidade das unidades de saúde de responder às necessidades da população. A partir dos resultados, União, estado e municípios deverão definir quais medidas serão necessárias para reforçar a assistência.
Entre as possibilidades estão orientações técnicas, envio de profissionais especializados e instalação de estruturas temporárias, como hospitais de campanha. Essas medidas, porém, dependerão da avaliação das necessidades locais.
Segundo Rodrigo Stábeli, diretor da Força Nacional do SUS, o objetivo é identificar pontos em que os serviços estejam sobrecarregados ou tenham sofrido interrupções e ajudar a restabelecer o atendimento com agilidade.
Fumaça exige atenção especial à saúde
A equipe também avaliará os riscos provocados pela exposição à fumaça dos incêndios, que pode agravar doenças respiratórias e cardiovasculares. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes estão entre os grupos que exigem atenção especial.
O trabalho inclui ainda o acompanhamento das condições de saúde dos povos indígenas que vivem nas áreas atingidas. Em parceria com a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), os técnicos vão verificar dificuldades de acesso aos serviços, possíveis interrupções no cuidado e necessidades das equipes que atendem essas comunidades.
Focos de incêndio são investigados
A origem dos incêndios também está sob investigação. Durante um sobrevoo realizado no domingo (11), o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, identificou focos de fogo no interior de áreas de floresta preservada, o que levantou suspeitas de ação intencional.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental. A identificação de possíveis responsáveis e as circunstâncias das ocorrências ainda dependem da apuração dos órgãos competentes.
A equipe da Força Nacional do SUS deverá concluir um diagnóstico inicial para subsidiar a decisão sobre a dimensão e o tipo de apoio federal necessário ao atendimento da população afetada.
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