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Veja quem são os três policiais militares mortos em queda de avião no Vale do Aço

Acidente ocorreu em Santana do Paraíso, perto do Aeroporto Regional do Vale do Aço; entre os mortos está a primeira mulher da PM mineira a pilotar aeronaves de asa fixa

10/10/2026 às 07h17 Atualizada em 10/10/2026 às 07h20
Por: Cristiane Cirilo
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 Reprodução/Redes Sociais
Reprodução/Redes Sociais

Três integrantes da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) morreram na queda de uma aeronave da corporação na tarde de sexta-feira (9), em Santana do Paraíso, no Vale do Aço. As vítimas foram identificadas como o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre e as tenentes Gabriela Emília Soares Lacerda Resende e Alice Almeida. Os três faziam parte do Comando de Aviação do Estado (ComAvE).

O acidente ocorreu nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, na altura do quilômetro 43 da BR-458. A aeronave, identificada como Pégasus 17, realizava um voo de treinamento periódico para rechecagem de habilitação dos pilotos. As causas da queda serão investigadas.

O tenente-coronel Luis Fernando Silvestre tinha 49 anos e era comandante do Esquadrão de Aviões do ComAvE. Considerado um dos pilotos mais experientes da corporação, acumulava mais de 5 mil horas de voo e mais de duas décadas de atuação na segurança pública. Ele deixa a esposa e três filhos.

A primeira-tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende ingressou na Polícia Militar em 2017 e se tornou oficial em 2019. Em 2023, tornou-se a primeira mulher da PM mineira a pilotar uma aeronave de asa fixa, passando a integrar o esquadrão responsável por esse tipo de operação.

A militar havia retornado recentemente ao trabalho após a licença-maternidade. O Comando de Aviação do Estado publicou uma homenagem à tenente nas redes sociais dias antes do acidente, destacando sua atuação como mãe, piloto e policial militar. Gabriela era mãe de duas crianças.

A tenente Alice Almeida, também integrante do ComAvE, nasceu em Governador Valadares e cresceu em Caratinga, no Leste de Minas. Antes de ingressar na carreira de oficial da Polícia Militar, trabalhou por sete anos no Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. Posteriormente, foi aprovada em processo seletivo interno e se qualificou para atuar como piloto da corporação.

Investigação

Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar, os três militares estavam em um voo de treinamento obrigatório para a rechecagem de habilitação. A aeronave havia passado por modernização e, de acordo com a corporação, estava com a manutenção em dia.

Investigadores da Força Aérea Brasileira, por meio do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III), foram acionados para apurar as circunstâncias da queda.

O Governo de Minas manifestou pesar pelas mortes e anunciou luto oficial de três dias no estado.

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