
Passageiros neurodivergentes que precisam de um ambiente mais tranquilo durante as viagens aéreas passaram a contar com duas novas salas multissensoriais nos aeroportos de Belém (PA) e Salvador (BA). Com as inaugurações, o país chega a 23 espaços de acolhimento distribuídos em 20 terminais, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos.
Os ambientes foram planejados para oferecer conforto e reduzir o impacto de estímulos como barulho, movimentação intensa e luminosidade, que podem tornar a experiência nos aeroportos mais difícil para algumas pessoas neurodivergentes e seus acompanhantes.
A iniciativa integra uma parceria entre o governo federal, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e os operadores aeroportuários. A implantação dos espaços ganhou escala nacional a partir de um termo de adesão firmado em 2024.
No Aeroporto de Belém, a sala funciona 24 horas por dia, na área de embarque, em frente ao portão 3. O espaço conta com balanço adaptado, tubos de bolhas luminosas, pufes, piscina de bolinhas, espumas e poltronas.
O ambiente também dispõe de um painel integrado ao sistema de informações de voos do aeroporto. O recurso permite acompanhar os horários e as informações de embarque sem depender exclusivamente dos anúncios sonoros do terminal.
Em Salvador, a sala integra o Programa Lumi, que reúne iniciativas de acessibilidade e acolhimento. Localizado na área restrita, próximo aos portões 18 a 26, o espaço funciona das 8h às 22h e oferece objetos sensoriais e recursos voltados ao conforto e à organização sensorial.
O programa inclui ainda capacitação de profissionais, sinalização e outras medidas para facilitar a circulação e a experiência de passageiros com diferentes necessidades.
Além de Belém e Salvador, os aeroportos com salas multissensoriais estão localizados em Aracaju (SE), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Congonhas (SP), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), São Luís (MA), Teresina (PI), Vitória (ES), Viracopos (SP), Santos Dumont (RJ) e Galeão (RJ).
O Ministério também informa a existência de outros três espaços de acomodação nos terminais do Galeão, no Rio de Janeiro, de Marabá, no Pará, e de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul.
A proposta é ampliar as condições de acessibilidade nos aeroportos e oferecer alternativas para que passageiros neurodivergentes e suas famílias possam se preparar para o embarque em ambientes com estímulos mais controlados.
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