
Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, chegou a 241 casos notificados de escabiose, doença conhecida popularmente como sarna. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, 50 novos registros foram contabilizados nas últimas 24 horas, com notificações recebidas por meio do hospital, das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e das escolas.
Todos os casos notificados são encaminhados para atendimento na rede municipal de saúde, onde passam por avaliação e recebem orientação sobre o tratamento adequado.
As Secretarias Municipais de Saúde e Educação acompanham diariamente a situação nas unidades de saúde, no hospital e junto às famílias. O objetivo é identificar novos casos e verificar o cumprimento das orientações de tratamento.
A Prefeitura informou que a Secretaria de Saúde passará a divulgar diariamente um boletim epidemiológico, com a distribuição dos casos por região do município. A medida busca ampliar o acesso da população às informações sobre a evolução do cenário.
Uma sala de situação reúne diariamente representantes das Secretarias de Saúde, Educação e Bem-Estar Social, além da Vigilância Epidemiológica.
O grupo centraliza informações sobre os casos registrados e acompanha o cenário no município para definir as medidas necessárias conforme a evolução da doença.
De acordo com a Secretaria de Saúde, a participação das famílias é considerada fundamental para reduzir a transmissão e evitar novos casos.
A escabiose é uma doença provocada por um ácaro que se instala na pele e pode causar coceira intensa e erupções cutâneas.
A transmissão ocorre principalmente por contato direto e prolongado com a pele de uma pessoa infectada. O compartilhamento de roupas, toalhas, roupas de cama e outros objetos que tenham contato direto com a pele também pode contribuir para a transmissão.
A doença não está relacionada à falta de higiene pessoal e não é transmitida por tosse ou espirro.
Segundo a Secretaria de Saúde, a pessoa diagnosticada e os familiares ou contatos próximos indicados pela equipe de saúde devem realizar o tratamento simultaneamente quando houver essa orientação. A medida ajuda a diminuir o risco de transmissão e de reinfestação.
O município ressalta que não há indicação de uso de medicamentos de forma preventiva por toda a população. A recomendação é procurar atendimento e seguir as orientações dos profissionais de saúde.
Entre os cuidados recomendados estão:
A Secretaria de Saúde também alerta que a coceira pode continuar por algumas semanas mesmo depois de um tratamento adequado.
Caso apareçam novas lesões, aumento da coceira, feridas com secreção, dor, febre ou sintomas em outros familiares, a recomendação é procurar novamente uma unidade de saúde.
A Prefeitura informou que os dados sobre a escabiose serão atualizados diariamente por região. O acompanhamento pretende mostrar a evolução dos registros e orientar as medidas adotadas pelas áreas de Saúde, Educação e Assistência Social.
O boletim epidemiológico divulgado pelo município com os dados atualizados até 7 de outubro pode ser consultado pela população.
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