
A mãe de um menino de 9 anos que apareceu em um vídeo segurando objetos semelhantes a armas durante uma manifestação política em Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal, acionou a Justiça para regularizar a guarda da criança. O episódio ocorreu durante uma concentração de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) e ganhou repercussão nas redes sociais.
O vídeo mostra o menino sobre um carro, cercado por adultos, segurando objetos que aparentam ser uma pistola e, em outro momento, um fuzil. As imagens passaram a circular nas redes sociais após o primeiro turno das eleições.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte confirmou a autenticidade do vídeo e informou que investiga o caso. Os pais da criança já foram identificados, mas a corporação não divulgou detalhes das diligências por causa do sigilo da investigação. O caso é acompanhado pela 17ª Delegacia de Polícia de Parnamirim.
A principal dúvida da investigação é se os objetos exibidos pelo menino eram armas de fogo, réplicas ou brinquedos. Segundo relatos apresentados ao Conselho Tutelar, o pai afirmou à mãe que se tratava de uma arma de brinquedo. Até o momento, não há confirmação oficial de que algum dos objetos fosse uma arma real.
Segundo a conselheira tutelar Amanda Melo, a mãe contou que não sabia que o filho havia acompanhado o pai na concentração política. Os dois são separados há cerca de oito anos e, segundo o relato, não havia uma definição judicial de guarda.
A mulher tomou conhecimento da situação depois que recebeu o vídeo de amigos. Diante da repercussão, ela procurou o Conselho Tutelar e decidiu recorrer à Justiça para regularizar a guarda. Também determinou que o pai não tivesse contato com o menino até uma decisão judicial sobre o caso.
O Conselho Tutelar passou a acompanhar a situação e acionou a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), além de comunicar o Ministério Público para avaliar eventuais medidas de proteção.
A repercussão das imagens também afetou o menino. Segundo informações repassadas ao Conselho Tutelar, a criança ficou abalada depois que o vídeo passou a circular nas redes sociais e começou a receber acompanhamento psicológico. Posteriormente, retornou às atividades escolares.
A preocupação das autoridades inclui não apenas as circunstâncias em que o menino foi filmado, mas também os efeitos da exposição da imagem da criança na internet.
A Polícia Civil ainda precisa esclarecer como os objetos chegaram às mãos do menino, quem estava responsável por ele no momento da gravação e qual era a natureza dos itens exibidos.
Como o caso envolve uma criança, informações sobre a investigação estão sob sigilo. A polícia informou que novas medidas poderão ser adotadas conforme o avanço das diligências.
A concentração ocorreu em Parnamirim, município da Região Metropolitana de Natal, em um ponto onde apoiadores de Flávio Bolsonaro se reuniram para comemorar o resultado do primeiro turno. A investigação, no entanto, trata especificamente das circunstâncias envolvendo a criança e os objetos exibidos nas imagens.
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