
O dólar comercial encerrou o pregão desta terça-feira (6) cotado a R$ 4,975, com queda de 0,55%. Foi o menor valor de fechamento da moeda norte-americana desde 12 de maio, quando a cotação havia terminado o dia em R$ 4,895.
A moeda chegou a ser negociada a R$ 4,945 durante a manhã, representando uma baixa de 1,14% naquele momento. Com o resultado, o dólar acumula queda de 9,37% em 2026 e recuo de 4,62% considerando os dois últimos pregões.
Bolsa recua após recorde
O movimento de baixa também atingiu a Bolsa brasileira. O Ibovespa fechou aos 205.835 pontos, com recuo de 0,52%, depois de disparar 7,85% na segunda-feira (5) e alcançar máximas históricas.
Apesar da queda, o principal índice da B3 permaneceu acima dos 200 mil pontos. Em outubro, acumula alta de 10,46%, enquanto o avanço no ano chega a 27,75%. Segundo a avaliação do mercado, o recuo da Bolsa ocorreu principalmente por um movimento de realização de lucros depois da forte valorização registrada no pregão anterior.
Cenário eleitoral continua no radar
A valorização do real nos últimos dias está relacionada, entre outros fatores, à reação dos investidores ao resultado do primeiro turno das eleições. O mercado avalia que uma eventual mudança de governo poderia reduzir o prêmio de risco dos ativos brasileiros e abrir espaço para uma agenda de ajuste fiscal.
No exterior, o dólar também perdeu força diante de moedas de países emergentes, como o peso mexicano, o rand sul-africano e o peso chileno. O índice DXY, que acompanha a moeda norte-americana diante de uma cesta de seis divisas, recuava 0,31% no fim da tarde.
Petróleo tem leve alta
O petróleo teve pouca oscilação no mercado internacional. O barril do Brent subiu 0,26% e terminou o dia cotado a US$ 100,58, enquanto o WTI, referência do mercado norte-americano, avançou 0,01%, para US$ 89,44.
Investidores acompanharam as tensões no Oriente Médio, especialmente os conflitos envolvendo os houthis, no Iêmen, e a Arábia Saudita, além das condições de transporte da commodity pelo Estreito de Ormuz. Ao mesmo tempo, sinais de aumento da oferta limitaram uma alta mais expressiva dos preços.
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