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Prefeitura anuncia ampliação de tratamento de AVC em hospital na região do Barreiro

A apresentação na manhã desta terça-feira (6), no auditório do Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, no bairro Milionários

06/10/2026 às 12h49
Por: Daniel Mendes
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Foto: Daniel Mendes | Impactto News
Foto: Daniel Mendes | Impactto News

A Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) anunciou, nesta terça-feira (6), a ampliação do tratamento de AVC no Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro (HMDCC), localizado no bairro Milionários, na Região do Barreiro, em Belo Horizonte.

O anúncio foi realizado no auditório do hospital e apresentou um novo tratamento para essa doença. Trata-se do procedimento de trombectomia mecânica, que atua principalmente nos casos de AVC isquêmico, onde há um entupimento da artéria. Tal tratamento poderá ser acessado por meio da rede pública de saúde da capital mineira.

"É um serviço que amplia o acesso ao paciente do AVC. Traz mais possibilidade de tratamento. O paciente de AVC é tempo-dependente. Nós tínhamos até esse momento, uma janela de quatro horas e meia para o atendimento, entre o início dos sintomas e a realização da nossa primeira intervenção. Com o serviço de trombectomia, nós conseguimos ampliar esse tempo e fazer com que os pacientes consigam sair de uma situação com a do AVC, com menor ou quase sem sequela", afirmou o Secretário Municipal de Saúde da Prefeitura de Belo Horizonte, Miguel Duarte.

O que é a trombectomia mecânica?

A trombectomia mecânica é uma espécie de "desentupimento" feito dentro do vaso sanguíneo. Nela, o médico introduz um tubo fino pela virilha ou pelo punho e o conduz até o cérebro para retirar o coágulo que bloqueia a passagem do sangue. O procedimento é indicado principalmente para pacientes com AVC isquêmico, o tipo causado por entupimento, quando a obstrução atinge uma artéria grande.

Quanto mais cedo o atendimento, melhores as chances: em geral, a indicação vai até seis horas após os primeiros sintomas, mas, em casos selecionados por exames de imagem, pode chegar a 24 horas.

Por ser uma intervenção de alta complexidade, só é feita em hospitais com equipe e estrutura especializadas, e envolve riscos, como sangramento no cérebro. Mesmo assim, nos casos bem indicados, os estudos mostram que o benefício supera os perigos e aumenta as chances de o paciente sobreviver e recuperar a autonomia.

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