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Copiloto de voo da flydubai é investigado por possível ataque terrorista durante viagem a Israel

Aeronave que seguia de Dubai para Tel Aviv foi desviada para a Arábia Saudita após incidente na cabine; autoridades dos Emirados investigam possíveis motivação terrorista e planejamento prévio

06/10/2026 às 10h54
Por: Cristiane Cirilo
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Reprodução/Flydubai
Reprodução/Flydubai

O copiloto de um voo da flydubai que seguia de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para Tel Aviv, em Israel, é investigado por um possível ataque terrorista ocorrido durante a viagem. O episódio aconteceu na quarta-feira (30), quando houve uma agressão dentro da cabine de comando. A aeronave foi desviada e pousou em segurança em Tabuk, na Arábia Saudita.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, o voo FZ1073 partiu do Aeroporto Internacional de Dubai com destino a Tel Aviv, mas precisou ser desviado depois de uma ocorrência na cabine. A tripulação conseguiu conter a situação e o avião pousou com segurança na Arábia Saudita.

Após o incidente, o procurador-geral dos Emirados, Hamad Al Shamsi, determinou a formação de uma equipe especializada da Promotoria Pública para investigar as circunstâncias e as causas do episódio. A apuração envolve a coleta de provas, a identificação dos motivos e a reconstrução do que aconteceu durante o voo.

As autoridades dos Emirados também informaram oficialmente que a investigação vai verificar se o episódio teve relação com atividade ou intenção terrorista e se houve planejamento ou orientação anterior. O país ressaltou que as investigações ainda estão em andamento e pediu que informações não verificadas e especulações não sejam divulgadas antes da conclusão do trabalho das autoridades.

O governo dos Emirados afirma ainda que a investigação está sob jurisdição de suas autoridades judiciais porque a aeronave é registrada nos Emirados e opera sob a bandeira do país. A legislação emiradense, portanto, se aplica aos crimes cometidos a bordo, mesmo quando o avião está fora do território nacional.

Do lado israelense, a Presidência de Israel confirmou que passageiros participaram da contenção do agressor depois que o piloto foi atacado. Segundo o comunicado oficial, o capitão indiano Smit Machchhar lutou contra o agressor e conseguiu abrir a porta da cabine. Passageiros entraram no espaço, ajudaram a imobilizar o atacante e um deles chegou a assumir o controle do manche enquanto a situação era controlada.

O comunicado do presidente israelense, Isaac Herzog, afirma que a ação do piloto, dos passageiros e de outros integrantes da tripulação evitou uma tragédia de grandes proporções. Herzog anunciou que pretende recomendar quatro passageiros para receberem a Medalha Presidencial de Bravura Civil pela atuação durante o episódio.

A autoridade aeroportuária de Israel também confirma que a flydubai opera no Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv. A companhia aparece na relação oficial de empresas aéreas que operam no terminal.

Informações divulgadas por veículos de imprensa israelenses apontam que o copiloto teria dito durante o interrogatório que pretendia atingir o aeroporto Ben Gurion e que teria planejado uma ação antes mesmo de ser contratado pela flydubai. Essas informações, porém, foram atribuídas a fontes ligadas à investigação e não constam, até o momento, dos comunicados oficiais públicos consultados.

A confirmação oficial disponível é de que houve um ataque dentro da cabine, que a aeronave precisou ser desviada para a Arábia Saudita e que as autoridades dos Emirados investigam, entre outras possibilidades, uma eventual motivação terrorista e a existência de planejamento prévio. O caso permanece sob investigação.

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