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Argentina inicia era pós-Messi em busca de novo dono para a camisa 10

Nico Paz surge como principal candidato, enquanto Scaloni prepara renovação da equipe para o próximo ciclo mundial

06/10/2026 às 10h36
Por: João Vitor Viana
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Reprodução | Instagram
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A Argentina começa a viver um dos momentos mais simbólicos de sua história recente. Depois de quase duas décadas tendo Lionel Messi como principal referência técnica e emocional, a seleção se prepara para iniciar uma nova etapa. O craque fará sua despedida diante do Benim, nesta terça-feira (6), no Monumental de Núñez, deixando aberta uma questão que vai muito além da camisa 10: quem assumirá o protagonismo da equipe?

O processo de renovação já está em andamento. Jogadores mais jovens vêm ganhando espaço, enquanto algumas das referências do ciclo anterior deixam de ser figuras intocáveis. Nos dois últimos amistosos da Argentina, a camisa 10 ficou sem dono, em uma espécie de homenagem a Messi e também como símbolo da transição que começa a partir de sua saída.

Entre os principais candidatos a assumir o número está Nico Paz. Aos 22 anos, o meio-campista é apontado como um dos nomes mais importantes da nova geração argentina. O jornalista Alejandro Wall, do Olé, avalia que o jogador aparece como o principal candidato para receber a camisa e ocupar um papel de destaque no novo ciclo comandado por Lionel Scaloni.

Nico Paz chega ao momento de sucessão respaldado pelo desempenho no futebol italiano. Na temporada 2025/26, ele foi eleito o melhor jovem da Serie A, com 13 gols e sete assistências, além de ter sido escolhido para a seleção ideal da competição. Outro nome considerado para a camisa 10 é Franco Mastantuono, e existe ainda a possibilidade de a Argentina não definir imediatamente um sucessor definitivo para Messi.

A mudança, porém, não se limita ao número mais famoso da seleção. A saída de Messi também altera a hierarquia do grupo e exige a construção de novas lideranças. Cuti Romero passa a exercer o papel de capitão, enquanto Scaloni trabalha na integração de uma geração mais jovem. A missão será encontrar novas referências capazes de manter a identidade competitiva construída nos últimos anos.

O próprio Scaloni volta a enfrentar um processo semelhante ao que viveu quando assumiu a Argentina, inicialmente como interino, em 2018. Naquele momento, a seleção buscava se reorganizar depois da Copa do Mundo da Rússia e precisava formar uma nova base de jogadores. Agora, oito anos depois, o treinador precisa iniciar outra reconstrução, desta vez após conduzir a equipe a um dos períodos mais vitoriosos de sua história.

O futuro do trabalho também passa pela permanência de Scaloni. O contrato do treinador termina em dezembro, e a Associação de Futebol Argentino já iniciou conversas para discutir uma renovação, mas ainda não existe um novo acordo anunciado. A definição será importante para os próximos passos da seleção e para a consolidação do processo de renovação iniciado neste momento.

A transformação também pode atingir jogadores que foram fundamentais no ciclo anterior. Rodrigo De Paul, por exemplo, não foi convocado para os últimos amistosos, embora esteja previsto para participar da despedida de Messi. Segundo a avaliação apresentada no texto, o meio-campista teve papel importante como elemento de união do grupo, e a comissão técnica terá de encontrar novas lideranças capazes de exercer funções semelhantes.

A Argentina sabe, portanto, que não será possível simplesmente encontrar outro jogador para ocupar todas as funções que Messi desempenhava. O novo camisa 10 poderá assumir a responsabilidade pelo número e parte do protagonismo, mas criação, gols, liderança técnica e capacidade de decidir partidas terão de ser distribuídos entre diferentes jogadores. A despedida de Messi marca o fim de uma era e abre o desafio de construir outra, com Nico Paz, Mastantuono e uma nova geração buscando manter a seleção entre as principais forças do futebol mundial.

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