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Senado terá maior bancada feminina da história com 17 mulheres a partir de 2027

Doze mulheres foram eleitas em 2026, entre elas Marília Campos, de Minas Gerais, que recebeu cerca de 3,9 milhões de votos

05/10/2026 às 10h44
Por: Cristiane Cirilo
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Brenno Carvalho | Agência O Globo
Brenno Carvalho | Agência O Globo

A ex-prefeita de Contagem e ex-deputada estadual Marília Campos (PT) foi eleita senadora por Minas Gerais nas eleições de 2026, com cerca de 3,9 milhões de votos, o equivalente a 19,44% dos votos válidos. Aos 65 anos, ela chega ao Senado após uma trajetória política que inclui três mandatos como deputada estadual e quatro como prefeita de Contagem.

A eleição de Marília faz parte de um resultado histórico para a representação feminina no Senado. A partir de 1º de fevereiro de 2027, quando começa a próxima legislatura, a Casa terá 17 mulheres com mandato, formando a maior bancada feminina de sua história. O número corresponde a cerca de 20% das 81 cadeiras do Senado.

As eleições deste ano também estabeleceram um recorde no número de mulheres eleitas para o Senado em um único pleito. Ao todo, 12 candidatas conquistaram vagas nas urnas. Em 2018, quando também houve renovação de dois terços das cadeiras, 11 mulheres foram eleitas. Já em 2022, foram 10.

A nova composição será formada por cinco senadoras que já possuem mandato assegurado para o período seguinte e pelas 12 mulheres eleitas em 2026. A conta considera as titulares que estarão no exercício do mandato no início da próxima legislatura.

Além de Marília, estão entre as novas senadoras eleitas Mara Rocha (AC), Marina JHC (AL), Rayssa Furlan (AP), Luizianne (CE), Michelle Bolsonaro (DF), Bia Kicis (DF), Gracinha Caiado (GO), Marília Arraes (PE), Samanda de Lula (RN), Teresa Surita (RR) e Carol de Toni (SC).

Em Minas Gerais, Marília dividirá a representação do estado no Senado com Domingos Sávio (PL), que também foi eleito neste domingo (4). Ele recebeu 24,21% dos votos válidos, enquanto Marília ficou com 19,44%. Os dois ocuparão as duas vagas que estavam em disputa no estado.

Marília construiu a carreira política em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Antes de chegar ao Senado, foi vereadora do município e exerceu três mandatos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Também foi a primeira mulher eleita prefeita de Contagem e comandou a cidade por quatro mandatos.

Na eleição municipal de 2024, Marília foi reeleita prefeita de Contagem no primeiro turno. Em março de 2026, deixou o cargo para disputar uma das duas vagas de Minas no Senado.

A ampliação da presença feminina ocorre em um Senado que continuará sendo majoritariamente masculino. Mesmo com o recorde de 17 mulheres, elas representarão aproximadamente um quinto da composição da Casa.

O resultado de 2026 também muda a representação feminina em diferentes estados. No Distrito Federal, por exemplo, as três cadeiras do Senado passarão a ser ocupadas por mulheres: Michelle Bolsonaro, Bia Kicis e Damares Alves.

Com a posse prevista para 1º de fevereiro de 2027, a nova bancada feminina estabelecerá uma marca inédita na história do Senado. O resultado também mostra um crescimento em relação às últimas duas legislaturas, quando o número de mulheres eleitas para compor a Casa ficou abaixo do registrado neste ano.

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