
O Hospital Distrital da Mulher de Amravati, no estado indiano de Maarastra, voltou a ser alvo de questionamentos depois que imagens de câmeras de segurança vieram à tona relacionadas ao incêndio que matou três recém-nascidos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) do local, em 24 de agosto.
Segundo reportagens locais, as imagens mostram duas enfermeiras dormindo no saguão próximo à UTIN e não acordando mesmo com o alarme de incêndio tocando três vezes. O ex-secretário de Estado Sunil Deshmukh apresentou as imagens à imprensa nesta semana, afirmando que, por volta das 2h50 do dia 24 de agosto, um ventilador explodiu na UTIN do hospital, provocando o incêndio.
Segundo ele, as imagens mostram as enfermeiras acordando apenas com o barulho da explosão, gritando, e outros funcionários chegando em seguida para tentar controlar o fogo com pequenos extintores.
Deshmukh também apontou discrepâncias entre a versão oficial divulgada pelas autoridades e o que aparece registrado nas câmeras. Segundo apuração de outros veículos indianos, bombeiros chegaram ao local entre 3h34 e 3h40 para resgatar as demais pessoas do hospital. Um relatório oficial atribuiu o incêndio a uma falha no ventilador, da marca Schiller, e à falta de treinamento de emergência da equipe.
Apenas um entre nove funcionários tinha preparo adequado em segurança contra incêndios. Ao todo, 36 outros recém-nascidos foram evacuados da unidade e transferidos para outros hospitais, sem ferimentos.
Inquérito aponta falhas graves e resulta em afastamentos
Uma investigação de alto nível sobre o caso constatou falhas sérias na manutenção dos equipamentos médicos e nos sistemas de segurança contra incêndio do hospital, incluindo alarmes e sprinklers não funcionais, além de uma casa de bombas de incêndio que estava trancada.
O relatório de vistoria de segurança contra incêndio do hospital também estava vencido no momento do acidente. Com base nesse inquérito, cinco funcionários foram afastados e ações foram recomendadas contra duas empresas prestadoras de serviço.
Entre os afastados estão o diretor-adjunto de Serviços de Saúde da circunscrição de Akola, o superintendente médico do hospital, o cirurgião-adjunto distrital, o diretor administrativo da unidade e o eletricista responsável, todos considerados, em um primeiro momento, responsáveis por falhas de supervisão.
Autoridades distritais também receberam prazo de três meses para concluir auditorias elétricas e de segurança contra incêndio nos hospitais sob sua jurisdição. Segundo reportagens locais, o mesmo hospital já havia enfrentado problemas semelhantes em 2022.
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