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Câmeras de segurança flagram enfermeiras dormindo durante incêndio que matou três bebês na Índia

Imagens revelam que alarme de incêndio tocou três vezes antes da explosão de um ventilador em hospital de Amravati, no estado de Maarastra

01/10/2026 às 12h32
Por: Daniel Mendes
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Reprodução: Clip Lions | @myhoodbr
Reprodução: Clip Lions | @myhoodbr

O Hospital Distrital da Mulher de Amravati, no estado indiano de Maarastra, voltou a ser alvo de questionamentos depois que imagens de câmeras de segurança vieram à tona relacionadas ao incêndio que matou três recém-nascidos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) do local, em 24 de agosto. 

Segundo reportagens locais, as imagens mostram duas enfermeiras dormindo no saguão próximo à UTIN e não acordando mesmo com o alarme de incêndio tocando três vezes. O ex-secretário de Estado Sunil Deshmukh apresentou as imagens à imprensa nesta semana, afirmando que, por volta das 2h50 do dia 24 de agosto, um ventilador explodiu na UTIN do hospital, provocando o incêndio. 

Segundo ele, as imagens mostram as enfermeiras acordando apenas com o barulho da explosão, gritando, e outros funcionários chegando em seguida para tentar controlar o fogo com pequenos extintores. 

Deshmukh também apontou discrepâncias entre a versão oficial divulgada pelas autoridades e o que aparece registrado nas câmeras. Segundo apuração de outros veículos indianos, bombeiros chegaram ao local entre 3h34 e 3h40 para resgatar as demais pessoas do hospital. Um relatório oficial atribuiu o incêndio a uma falha no ventilador, da marca Schiller, e à falta de treinamento de emergência da equipe. 

Apenas um entre nove funcionários tinha preparo adequado em segurança contra incêndios. Ao todo, 36 outros recém-nascidos foram evacuados da unidade e transferidos para outros hospitais, sem ferimentos.

Inquérito aponta falhas graves e resulta em afastamentos

Uma investigação de alto nível sobre o caso constatou falhas sérias na manutenção dos equipamentos médicos e nos sistemas de segurança contra incêndio do hospital, incluindo alarmes e sprinklers não funcionais, além de uma casa de bombas de incêndio que estava trancada. 

O relatório de vistoria de segurança contra incêndio do hospital também estava vencido no momento do acidente. Com base nesse inquérito, cinco funcionários foram afastados e ações foram recomendadas contra duas empresas prestadoras de serviço. 

Entre os afastados estão o diretor-adjunto de Serviços de Saúde da circunscrição de Akola, o superintendente médico do hospital, o cirurgião-adjunto distrital, o diretor administrativo da unidade e o eletricista responsável, todos considerados, em um primeiro momento, responsáveis por falhas de supervisão. 

Autoridades distritais também receberam prazo de três meses para concluir auditorias elétricas e de segurança contra incêndio nos hospitais sob sua jurisdição. Segundo reportagens locais, o mesmo hospital já havia enfrentado problemas semelhantes em 2022.

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