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Ação apreende 598 celulares em prisões de todo o país

Coordenada pelo Ministério da Justiça, iniciativa mobilizou mais de 4,2 mil policiais penais e realizou revistas em 107 unidades prisionais

01/10/2026 às 12h04 Atualizada em 01/10/2026 às 12h09
Por: João Vitor Viana
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Divulgação
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A Operação Mute apreendeu 598 celulares em unidades prisionais de todo o Brasil entre os dias 21 e 25 de setembro. Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), a ação mobilizou 4.212 policiais penais e resultou na revista de 3.604 celas em 107 estabelecimentos prisionais.

As unidades envolvidas na operação abrigam mais de 88 mil pessoas privadas de liberdade. A ação contou com a participação de policiais penais federais e estaduais dos 26 estados e do Distrito Federal, com revistas realizadas a partir de informações de inteligência.

Além dos celulares, os agentes buscaram identificar e retirar outros materiais ilícitos das unidades. O objetivo é interromper comunicações proibidas realizadas a partir dos presídios e dificultar atividades criminosas coordenadas de dentro do sistema prisional.

Segundo o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, a apreensão dos aparelhos demonstra a importância da atuação conjunta entre União e estados. Ele destacou que o trabalho é baseado em inteligência e conta com o apoio de tecnologia e capacitação dos policiais penais.

Desde maio de 2026, as operações nacionais e locais da MUTE já mobilizaram 17.555 policiais penais. Nesse período, foram realizadas ações em 419 estabelecimentos prisionais, com 13.799 celas revistadas e 3.045 celulares apreendidos.

Investimentos em tecnologia

A Operação MUTE faz parte de uma agenda nacional do Ministério da Justiça voltada ao fortalecimento da segurança prisional. O programa inclui operações, entrega de equipamentos, varreduras eletrônicas e capacitação de policiais penais.

Segundo o governo federal, as tecnologias disponibilizadas já chegaram aos 27 estados. Entre os equipamentos estão 42 aparelhos de raio-X 60-40, 18 kits de varredura, dez georradares, quatro drones, oito scanners corporais, 414 detectores de metais do tipo raquete e 22 pórticos detectores de metais.

Os equipamentos integram uma estratégia de modernização de 138 unidades prisionais consideradas estratégicas. A seleção dessas unidades levou em conta critérios de inteligência penal e a necessidade de ampliar as ações de enfrentamento ao crime organizado.

No Rio de Janeiro, o MJSP entregou três kits de varredura, um georradar e dois scanners corporais ao governo estadual. A medida faz parte de um investimento previsto de R$ 27,7 milhões até o fim de 2026 em equipamentos e soluções tecnológicas para a segurança prisional no estado.

Capacitação de policiais penais

A agenda também incluiu cursos voltados à utilização dos novos equipamentos e ao aperfeiçoamento dos procedimentos de segurança. Na Bahia, policiais participaram de treinamento sobre procedimentos operacionais em estabelecimentos prisionais.

Em Goiás, o III Curso de Análise de Imagens com Uso de Inteligência Artificial capacitou policiais penais para operar equipamentos de raio-X e scanners corporais, além de interpretar as imagens produzidas durante as inspeções.

O cronograma de capacitações também prevê atividades em Pernambuco, Ceará, Mato Grosso, Maranhão e Tocantins. As formações têm como objetivo padronizar procedimentos, ampliar o domínio das tecnologias e aprimorar a atuação dos profissionais responsáveis pela segurança das unidades prisionais.

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