
China e Estados Unidos concordaram em reduzir as tarifas aplicadas sobre US$ 60 bilhões em mercadorias comercializadas entre os dois países. O entendimento foi anunciado após a reunião do Conselho de Comércio EUA-China e faz parte dos resultados da cúpula entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump, realizada na semana passada em Washington.
Cada país recomendou um tratamento tarifário mais favorável para US$ 30 bilhões em produtos considerados não sensíveis. As medidas abrangem uma série de mercadorias, incluindo produtos agrícolas norte-americanos, cosméticos e itens de madeira, além de eletrodomésticos, brinquedos e artigos de decoração chineses.
Produtos agrícolas entram no acordo
A China pretende reduzir tarifas sobre produtos agrícolas dos Estados Unidos, como milho, trigo, sorgo, carne, laticínios, óleos vegetais e farinhas. A lista, porém, não inclui a soja. Pequim também sinalizou redução de tarifas para peixes e frutos do mar, produtos de madeira, cosméticos e dispositivos médicos.
Do lado norte-americano, estão previstos cortes sobre produtos chineses como cafeteiras, torradeiras, louças, roupas de cama, brinquedos, flores artificiais e artigos para decoração de festas.
Trégua comercial é prorrogada
Além da redução das tarifas, China e Estados Unidos concordaram em prorrogar por dois meses a trégua comercial, que agora deve seguir até 10 de janeiro.
Segundo o Ministério do Comércio chinês, a extensão deve criar um ambiente mais previsível para empresas dos dois países enquanto continuam as negociações sobre questões econômicas e comerciais. Os dois governos também pretendem manter reuniões regulares para discutir investimentos, barreiras comerciais e acesso aos mercados.
Acordos incluem carvão e inteligência artificial
O entendimento também prevê que a China importe 10 milhões de toneladas métricas de carvão norte-americano por ano em 2027 e 2028, segundo informações divulgadas pela Casa Branca.
Na área de tecnologia, os dois países concordaram em manter um diálogo sobre inteligência artificial e criar um canal de comunicação para tratar de eventuais incidentes relacionados à tecnologia.
Uma nova rodada de discussões está prevista para novembro. China e Estados Unidos também planejam ampliar as conversas sobre serviços financeiros e o aumento do número de voos diretos entre os dois países.
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